Atração do Marau Skate Contest, Julia Helen tem uma série de lançamentos
Cantora e compositora lançou “Love Crazy” e contou que tem mais novidades por vir
A cantora e compositora passo-fundense Julia Helen é uma das atrações do 3º Marau Skate Contest, evento de skate que está marcado para ocorrer Marau no próximo domingo, 14/12. Artista do meio regional de hip-hop, ela antecipou para o Página Rosa um pouco do que deve trazer para o palco que centraliza apresentações de DJs e rappers, durante a competição.
“Eu vou fazer uma breve apresentação, um pocket show, com as minhas músicas autorais”, contou ao canal de jornalismo cultural. “Eu, inclusive, participei do último campeonato de skate em Marau, que eu também sou skatista. Mas, dessa vez, estou indo para me apresentar.”
Questionada pelo Página Rosa, à época a artista comentou que está preparando novidades. “Em breve vai sair o lançamento de uma música nova disponível em todas as plataformas digitais”, afirmou. Uma delas é “Love Crazy”, com uma linha mais rock e lançada em novembro. “Uma delas... Em breve tem mais!”
Ela ainda deu detalhe de um outro lançamento recente. “Colaborei em dois feats. Um deles foi ‘Mina do Corre’, um single que teve participação de sete mulheres aqui do Norte do Estado. Foi muito significativo esse trabalho.”
Cultura do skate
Em 2025, o Marau Skate Contest volta a ocorrer no Parque Lauro Ricieri Bortolon a partir das 9h do domingo, 14/12, com disputas nas categorias Mirim, Feminino, Iniciante, Amador e Master. Além do skate em si, o momento também celebra toda a cultura do hip-hop com apresentações de DJs e de artistas da cena.
O convite para veio do integrante da Associação Marauense de Skate (AMASK), professor e DJ Gabriel Bianchin. “O Gabriel já é um amigo do skate”, contou Julia. “Como eu sou organizadora de eventos de hip-hop e skate em Passo Fundo também, ele acompanha. O meu projeto é o Sesh Hip Hop Skate. E a gente sempre prestigia os eventos.”
A cantora e compositora explica que confirmou a participação muito por conta dessa conexão entre representantes da cultura do skate. “E aí, como a gente já tem essa amizade, surgiu essa oportunidade. Achei super legal somar com a minha música e, principalmente, ter essa representatividade de mulheres no line-up.”
Além da Julia, integram a lista de apresentações o grupo marauense de rap Cantera Street Records, além dos DJs Otávio Souza e Rafael Pagnussatt. Outra atração da cena do hip hop que está programada para o evento é uma batalha de rima. A participação ocorre por meio de pagamento de R$ 200,00.
Ainda na vertente artística da competição, os organizadores do evento já anteciparam ao Página Rosa que o artista visual passo-fundense LUZ deve realizar um grafitti na pista de skate do Parque Lauro Ricieri Bortolon. A intervenção também compõe a identidade visual do Marau Skate Contest.
Minas no corre
O hip-hop surge como movimento nos anos 70, por meio das comunidades afro-americanas, latinas e jamaicanas do Bronx, bairro de Nova Iorque. Desde os primórdios, a cultura buscava incluir manifestações diversas da arte de rua, ligadas aos jovens da cena.
Com o tempo, foram definidos alguns pilares dessa expressão: o rap, o DJ, o breakdance, o graffiti, além da moda e do conjunto de gírias característicos do hip-hop. Com relação ao assunto, são manifestações principalmente cotidianas e combativas, reivindicando o direito de existir e viver o dia a dia.
Essa faixa que a Julia citou, “Mina do Corre”, por exemplo, traz uma vertente dessa luta social: seis mulheres adultas e uma garota de sete anos que relatam suas realidades. “É sempre importante ter mulheres no skate, no hip hop, nos shows, nos lines. Porque esses espaços servem também para a gente mostrar para as novas gerações que nós, mulheres, podemos fazer o que quisermos.”
Ela reforça a ideia de representatividade. “E eu acho que é sempre importante até para crianças, enfim, para todo mundo ver. Porque, quando tem uma mulher que está lá, as outras podem chegar e podem fazer parte também. Então, é sempre importante ter essa representatividade.”
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