Sicredi destina R$ 164,3 mil a projeto de envelhecimento de pessoas com deficiência de Marau
Entrega simbólica dos recursos foi realizada por representantes da Sicredi Aliança RS/SC/ES, na quarta-feira, 07/01
A Fundação Sicredi, por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD), destinou R$ 164.389,43 para a APAE de Marau. A entrega simbólica do recurso foi realizada nessa quarta-feira (7), na sede da associação.
O recurso foi aportado para viabilizar o projeto “Envelhecimento de Pessoas com Deficiência e os Cuidados com a Saúde Integral”. A iniciativa é desenvolvida nos municípios de Marau, Nicolau Vergueiro, Vila Maria, Camargo e Nova Alvorada.
A iniciativa é pioneira na região e tem como objetivo oferecer cuidado especializado, humanizado e contínuo para pessoas idosas com deficiência intelectual, múltipla ou TEA. A proposta busca ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, são 498 novas vagas e 17.864 atendimentos gratuitos.
O presidente da Sicredi Aliança RS/SC/ES, Ivo Miri Brugnera, parabenizou o trabalho realizado pela Apae Marau. “Um dos nossos princípios é o interesse pela comunidade", afirmou. "Estamos muito felizes por conseguir contemplar esse projeto, para que possamos ajudar com uma fatia nesse bolo, para desenvolver ainda mais a Apae de Marau e a nossa região."
"Não é um trabalho fácil, que possui necessidades e dificuldades, mas que precisa desse apoio", complementou o presidente da Sicredi Aliança RS/SC/ES. "Fica aqui a nossa admiração e a felicidade de estar cumprindo com um dos sentidos do cooperativismo.”
A presidente da APAE Marau, Aline Lanzarin, agradeceu a Fundação Sicredi e a Sicredi Aliança RS/SC/ES pela contribuição. “É extremamente positiva a visão que o cooperativismo traz, que alinha com os mesmos valores da Apae", disse.
"É um recurso muito importante, porque a Apae possui uma estrutura grande e possui uma demanda crescente também", completou Aline. "Os nossos beneficiários têm necessidades multidisciplinares, e esse apoio contribui para que eles tenham acesso a esses serviços com a periodicidade que precisam. Para além do beneficiário, esse apoio também ajuda as famílias."
Como funciona o projeto?
O projeto tem duração de 24 meses e prevê atendimentos multiprofissionais individualizados. A lista inclui médico clínico geral, neurologista, nutricionista, fonoaudiólogo especialista em disfagia, psicólogo com foco em cuidados paliativos, educador físico e pedagogo com especialização Snoezelen.
A tecnologia terapêutica Snoezelen promove regulação sensorial, redução da ansiedade e bem-estar, além do desenvolvimento de protocolos clínicos específicos para idosos com deficiência.
A coordenadora de Projetos da Apae Marau, Sandra Elisabete Fabiani, comentou a criação do projeto. “Com o avanço da idade, tornam-se mais evidentes as necessidades de cuidados ampliados, especialmente no que se refere à saúde integral, ao manejo de condições crônicas e à oferta de cuidados paliativos", explica Sandra.
A principal motivação foi a observação do processo de envelhecimento das pessoas com deficiência e pelas demandas que surgem nesse processo. "O projeto surge com o propósito de fortalecer práticas de atenção humanizada, centradas na pessoa, que considerem não apenas os aspectos clínicos, mas também as dimensões emocionais, sociais e familiares, garantindo dignidade, qualidade de vida e respeito às singularidades ao longo do processo de envelhecer.”
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