Marau pode decretar situação de emergência nos próximos dias
Estimativa de perdas na soja chega a 30%
Foto: Camila Agostini/Tua Rádio Alvorada
O déficit hídrico que vem ocorrendo desde o início do ano no Rio Grande do Sul atinge também o município de Marau. As chuvas, esparsas e irregulares, não suprem a necessidade de água das plantas e dos animais. O Conselho Municipal de Agropecuária e Abastecimento, esteve reunido nesta semana para debater o tema e, segundo o presidente, Vinicius Pradella, novo encontro será feito nos próximos dias já com o levantamento de toda a documentação para um possível decreto de situação de emergência.
Conforme Pradella, há uma estimativa de perda de 30% nas lavouras de soja e o índice deve aumentar em função das altas temperaturas registradas nesta semana. No milho, explica ele, não foi possível traçar a situação até o momento pois as lavouras plantadas mais no cedo apresentaram bons resultados, já que o regime de chuvas até dezembro foi normal. Por outro lado, o milho semeado mais tarde, final de outubro e novembro, apresentam danos causados pela estiagem. O grão de milho está mais leve o que vai impactar na produtividade.
“Vamos falar em números redondos, a gente pode chegar a 160, 170 sacos por hectare, em função dessa falta de peso. A soja também vai ser impactada dessa forma pois a gente está vendo muito abortamento de vagem na parte inferior das plantas. E as lavouras que foram semeadas mais no cedo estão com falta de enchimento de grão, então vai ter um grão mais leve, um grão desuniforme, e isso acaba culminando em baixa produtividade por hectare”.
Ainda de acordo com o Conselho, a produção de leite também tem queda, na faixa de 30%, devido ao estresse térmico que as altas temperaturas causaram aos animais. “Na verdade, a perda que a gente já tem hoje, se chover, ela não reverte mais. A gente só ameniza o agravamento da situação. E para realmente acontecer, precisaria de uma chuva com um volume bem significativo, em torno de 80 a 100 milímetros, e que fosse igual para todos para ter impacto. Quando chove, além de ser pouco, é muito regionalizado, chuva muito esparsa”, explica ele.
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