Médicos decretam estado de greve nas UPAs Central e Zona Norte de Caxias do Sul
Segundo o documento, o estado de greve foi iniciado a partir da zero hora da mesma data, com prazo de até 48 horas para que a categoria avalie se entrará efetivamente em greve.
O Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul (Sindimed) notificou a Secretaria Municipal da Saúde sobre a decretação de estado de greve envolvendo os médicos que atuam na UPA Central e na UPA Zona Norte do município.
A notificação foi encaminhada ao secretário municipal da Saúde, Rafael Bueno, e é datada de 28 de setembro de 2026. Segundo o documento, o estado de greve foi iniciado a partir da zero hora da mesma data, com prazo de até 48 horas para que a categoria avalie se entrará efetivamente em greve.
Entre os motivos apresentados pelo sindicato estão alegações de ameaças e intimidações contra médicos por parte de um funcionário da empresa terceirizada SANTÉ. O sindicato afirma que os profissionais estariam sendo pressionados a seguir determinadas ordens sob risco de desligamento dos plantões.
O documento também afirma que os médicos estariam sendo orientados a assinar um documento que os tornaria sócios da empresa SANTÉ, sob alegação de que aqueles que não assinassem poderiam ser retirados dos plantões. O sindicato ainda relata ter sido informado sobre uma possível redução das remunerações dos profissionais no próximo pagamento.
Diante da situação, o Sindicato dos Médicos solicita à Secretaria Municipal da Saúde que a empresa SANTÉ seja dispensada e pede a recontratação da empresa EXÍMIO, afirmando que divergências anteriores com a empresa teriam sido solucionadas por meio do diálogo e que teria havido um acordo para não ocorrer confronto com os médicos nem redução de remuneração.
O sindicato afirma ainda que está à disposição para o diálogo com a Secretaria Municipal da Saúde e destaca que eventuais divergências devem ser solucionadas buscando preservar o atendimento à população e o trabalho dos profissionais.
Agora, conforme a notificação, a categoria aguarda uma decisão da Secretaria Municipal da Saúde dentro do prazo de 48 horas. Após esse período, os médicos deverão deliberar sobre a possibilidade de deflagração efetiva de uma greve.
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