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Adesão de gestantes e puérperas à vacina contra a covid-19 é baixa, em Caxias do Sul

por Isadora Helena Martins

Preocupada com baixo índice de imunização, Secretaria da Saúde reforça o chamamento deste público. Primeira dose estará disponível em sete UBSs neste sábado (31).

Foto: Divulgação / Maicon Duarte

Com o objetivo de aumentar a adesão de gestantes e mulheres que estão no período de 45 dias após o parto (puérperas) à vacinação contra a covid-19, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Caxias do Sul intensificou a campanha para este público-alvo.

O índice de vacinação até o momento preocupa: segundo a pasta, somente cerca de 2,5 mil gestantes e puérperas já receberam a primeira dose. Isso significa que metade do estimado para o município de, aproximadamente, 5 mil pessoas desse grupo, recebeu o imunizante.

Para o diretor executivo da SMS e médico ginecologista e obstetra, Dino de Lorenzi, sem a vacina, este público fica vulnerável a formas graves da doença. “Elas são vítimas daquilo que está assolando o Brasil que é a falta de informação ou informação distorcida. Há muito medo da vacina e de complicações, de forma que a vacina parece ser mais perigosa do que o vírus, o que não é verdade. Inclusive, as vacinas selecionadas para as gestantes, são as vacinas sem o vetor viral, que são a Coronavac e a Pfizer, que têm uma segurança técnica estabelecida”, salienta.      

Os dados do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também apontam que, em 2021, a mortalidade materna por complicações da covid-19 aumentou 600% no Brasil. Lorenzi explicou durante entrevista à Tua Rádio São Francisco quais são as principais consequências da doença: “Em uma gestante que desenvolve uma covid agravada, o aumento do abdômen, do útero pelo feto dificulta a respiração; a gestante tem maior risco tromboembólico natural pela gestação e alterações circulatórias são causadas pela covid-19 o que pode ter uma repercussão bem grave, inclusive morte. Os bebês delas também sofrem as consequências. A gestação, por vezes, precisa ser interrompida, aumenta a taxa de prematuridade. Um bebê prematuro vai ter que ir para uma UTI Neonatal e sofrer todas as consequências por ter nascido antes do tempo. Então são diversas as preocupações para o grupo que não se vacina”.    

O especialista salientou, ainda, que a vacina não gera impactos negativos para o bebê no caso das mães que estão amamentando. Lorenzi afirmou que há estudos que indicam que a mãe que se vacinou pode, inclusive, passar anticorpos contra a covid por meio do leite, imunizando o bebê também.

Neste sábado, a vacina estará disponível para as gestantes e puérperas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Cruzeiro, Esplanada, Vila Ipê, Reolon, Desvio Rizzo, Eldorado e Cinquentenário, das 9h30 às 13h30. A partir da próxima semana, a primeira dose para esse público seguirá em todas as UBSs e Unidades Básicas Vacinadoras, enquanto houver disponibilidade de doses.

A Secretaria Municipal da Saúde vai divulgar, nos próximos dias, o início da aplicação da segunda dose de Pfizer para as gestantes que fizeram a primeira de AstraZeneca.

Acompanhe a entrevista completa do diretor executivo da SMS e médico ginecologista e obstetra, Dino de Lorenzi, com explicações sobre a vacina contra a covid-19 em gestantes em "Ouvir Notícia".  

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio São Francisco

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