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Sindicato pede que UPA da Zona Norte volte ao controle direto do município em Caxias do Sul

por Alice Corrêa

Após conflitos na gestão terceirizada, Sindiserv defende municipalização como forma de garantir atendimento contínuo, melhores condições de trabalho e mais controle público

Foto: Gabriel Lain

O Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv) encaminhou nesta semana um documento ao secretário municipal da Saúde, Mário Tadeucci, solicitando a municipalização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município, com foco especial na UPA da Zona Norte. A unidade é considerada estratégica por atender diariamente milhares de moradores que dependem do serviço de urgência e emergência.

De acordo com a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, o pedido surge diante dos episódios recentes envolvendo a relação entre os trabalhadores da saúde e o instituto responsável pela administração das UPAs. Para o sindicato, a gestão terceirizada tem gerado instabilidade, conflitos trabalhistas e prejuízos à qualidade do atendimento prestado à população.

No documento entregue ao Executivo, o Sindiserv argumenta que a municipalização da UPA da Zona Norte seria uma decisão política fundamental para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) em nível local. A proposta defende que a gestão direta permitiria maior controle público sobre a aplicação dos recursos, mais transparência e maior capacidade de planejamento e avaliação dos serviços conforme a realidade da comunidade atendida.

Silvana destaca ainda que a administração municipal direta pode garantir vínculos de trabalho mais estáveis aos profissionais da saúde, além de valorização do servidor público e fortalecimento das políticas de recursos humanos. Segundo ela, esses fatores são essenciais para melhorar o atendimento oferecido aos usuários do sistema.

A dirigente também critica o modelo de terceirização de serviços continuados na saúde. Para o sindicato, esse formato não assegura qualidade nem continuidade, precariza as relações de trabalho, reduz direitos e pode gerar custos ainda maiores ao poder público. “São serviços que precisam de vínculo, compromisso e continuidade. A terceirização não garante isso e, muitas vezes, sai mais caro para o município”, afirma.

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