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Entenda como a pele é um veículo transmissor de doenças infectocontagiosas

Baixar Áudio por Beverli Rocha

A pele é o maior órgão do corpo humano e serve tanto como barreira de proteção como meio de ligação com o ambiente externo

Foto: Divulgação

Porque devemos aumentar a higiene da pele neste momento? Conforme a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Rio Grande do Sul, Taciana Dal Forno Dini, é porque, além da aerolização respiratória, é através da pele que as pessoas infectadas estão alastrando a COVID-19. Conforme a médica, uma pessoa infectada ao colocar as mãos na boca, nariz ou olhos, o que é muito comum durante os dias dos sintomas gripais, está contaminando a própria pele com o vírus. A pele, uma vez contaminada, levará o agente transmissor da doença para todos os objetos que esta pessoa tocar antes de lavar as mãos, como maçanetas, lençóis, toalhas, cadeiras, corrimãos, torneiras, teclados, chaves, papéis, produtos no supermercado ou farmácias, entre outros. Outras pessoas podem tocar nestes objetos contaminados e levarem as mãos aos olhos, nariz ou boca, contaminando-se inadvertidamente.

A pele também pode ser agente transmissor no caso do contato direto da região cutânea recentemente contaminada pelo vírus com outra pessoa, que pode ocorrer através dos tradicionais cumprimentos da cultura brasileira, como o aperto de mão, o abraço ou os beijos diretamente na face. Sendo assim, uma das principais medidas para a prevenção do avanço na disseminação da doença é evitar o toque da pele entre as pessoas, como também o toque em superfícies contaminadas.

Para a eliminação do vírus, a higienização da pele, principalmente das mãos, deve ser feita através da lavagem com água e sabão ou aplicação de álcool gel 70%, seguindo os passos determinados pela Organização Mundial da Saúde (paho.org/bra). Com o aumento das lavagens das mãos e a utilização de álcool, é normal a pele ficar ressecada. Por isso, recomenda-se intensificar os uso de hidratantes, que devem ser aplicados logo após a higienização ou evaporação do álcool. Para pessoas alérgicas ou sensíveis, utilizar produtos sem cor ou fragrância. A adequada hidratação da pele mantém a barreira cutânea íntegra para a defesa contra os microrganismos e ajuda na prevenção do surgimento ou exacerbação de problemas na pele.

Segundo o Ministério da Saúde (saude.gov.br), as superfícies contaminadas podem ser limpas eficazmente com álcool 70%, água e sabão ou solução de água sanitária (1 parte diluída em 9 partes de água), pois estes produtos são capazes de destruir o envelope viral do COVID-19.

Taciana concedeu entrevista sobre o assunto ao programa Temática na manhã desta quinta-feira. Confira na íntegra.

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