Cresce o número de focos do mosquito Aedes aegypti em Caxias do Sul
Secretaria da Saúde reforça para que a população se mantenha alerta para evitar proliferação
O aumento do número de focos identificados do mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya) em Caxias do Sul traz preocupação. Segundo informações da Vigilância Ambiental, serviço da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), foram registrados 2.228 focos desde o início do ano. Os dados são alarmantes se comparados aos de 2025 (1.501) e 2024 (899). Até o momento, foram confirmados cinco casos de dengue em 2026, sem nenhum óbito.
No último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta usada para mapear a infestação do mosquito, o Município atingiu, pela primeira vez, um patamar que entra dentro dos critérios de infestação de nível médio. Nos testes, todas as regiões da cidade apresentaram casos positivos nas amostras coletadas, inclusive em locais que historicamente não tinham registro. Os pontos mais preocupantes neste LIRAa foram os bairros Jardim América, Desvio Rizzo, Charqueadas e Zona Norte (Vila Ipê e Belo Horizonte).
Transmitida pela fêmea do mosquito, a dengue é uma doença febril, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte pode progredir para formas graves, inclusive vindo a óbito. A dengue possui padrão sazonal, com aumento do número de casos e o risco para epidemias, principalmente entre os meses de outubro a maio.
A SMS reforça que a participação da comunidade segue sendo fundamental para manter os índices baixos e evitar a proliferação do mosquito, separando 10 minutos por semana para revisar o pátio e áreas externas, permitindo a entrada dos agentes de combate às endemias para vistorias e denunciando possíveis focos aos canais oficiais do Município.
Bairros com maior número de focos (dados de 14/09)
• Fátima: 167
• Cristo Redentor: 105
• Santa Fé: 87
• Cruzeiro: 82
• Charqueadas: 81
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