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Prefeitura de Caxias suspende supressão de árvores por tempo indeterminado após reunião com Conselhos

por Alice Corrêa

Decisão debate sobre manejo arbóreo; podas seguem normalmente, mas cortes ficam paralisados enquanto o município revisa processos

Foto: Ícaro de Campos

A Prefeitura de Caxias do Sul suspendeu por tempo indeterminado todas as supressões de árvores na cidade. A decisão foi tomada pelo prefeito Adiló Didomenico após reunião com representantes dos Conselhos das Árvores na última semana. A medida não afeta as podas, que continuam sendo executadas pela Secretaria de Gestão Urbana (SMGU).

Segundo o município, nenhuma supressão é realizada sem critérios técnicos, conforme determina o Decreto nº 22.832/2023. O processo inclui avaliação fitossanitária, análise de risco, verificação de interferências e observância das diretrizes do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU).
Os cortes, quando autorizados, atingem árvores exóticas invasoras, espécies com raízes agressivas, estruturas ocas, exemplares inclinados ou com fungos, e casos de interferência severa em rede elétrica — com risco de incêndio — ou danos irreversíveis ao pavimento e canalizações.

Já as podas, que seguem acontecendo, são necessárias para eliminar riscos como galhos secos ou quebrados, evitar problemas em calçadas, iluminação e sinalização, além de controlar o desenvolvimento das árvores e evitar supressões futuras.

Em 2025, a SMGU já recebeu 1.283 processos da comunidade, sendo 722 pedidos de poda e 368 solicitações de supressão. O secretário de Gestão Urbana, Rodrigo Weber, explica que o município vem avançando na orientação técnica ao cidadão.
“Estamos evoluindo para que o próprio morador possa realizar a poda ou supressão dentro do seu terreno, desde que haja laudo técnico. Nas áreas públicas, recebemos em média 130 solicitações e 240 pedidos de análise por mês”, afirma.

Weber reforça que a população precisa ser informada sobre a suspensão, já que a maior parte dos pedidos parte dos próprios moradores.
“Todos os serviços executados até agora são processos abertos junto à secretaria — 90% deles por moradores. Quando o processo é aberto, somos obrigados a dar andamento. Com o laudo em mãos, se acontecer qualquer eventualidade, como a queda de uma árvore sobre um veículo ou uma pessoa, a responsabilidade é do município. Não podemos ser omissos, conforme determina a legislação vigente”, conclui o secretário.

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