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Morre Mary Terezinha, ícone da música gaúcha, aos 79 anos

por Thiago Machado

Pioneira dos palcos gaúchos, cantora e acordeonista deixa legado eterno na cultura do RS

Foto: Divulgação

A música tradicional do Rio Grande do Sul perdeu uma de suas vozes mais emblemáticas. Mary Terezinha, artista que marcou gerações com seu talento e carisma, faleceu aos 79 anos em Porto Alegre. Figura essencial na história da música regional, ela se destacou como cantora, acordeonista e parceira artística de um dos maiores nomes do gênero. Sua partida encerra um ciclo, mas seu legado permanece vivo em cada acorde e verso que ajudou a eternizar.

Mary Terezinha: a pioneira da música gaúcha
Natural de Tupanciretã, Mary foi uma das primeiras mulheres a ocupar lugar de destaque na música tradicional gaúcha. Desde criança já demonstrava grande habilidade com a gaita, instrumento que se tornaria sua marca registrada. Seu talento inato e presença nos palcos a transformaram em referência feminina num cenário ainda dominado por homens.

A jornada ao lado de um ícone
Ainda muito jovem, Mary foi descoberta por um cantor consagrado com quem formaria uma das duplas mais marcantes da música regional. Durante mais de duas décadas, a parceria foi sinônimo de sucesso, emoção e protagonismo nos palcos, rádios, discos e até no cinema. Juntos, protagonizaram filmes que marcaram época e deram voz à alma do povo sulista.

Uma mulher à frente do seu tempo
O apelido “A Menina da Gaita” se consolidou rapidamente, mas ela era muito mais que uma promessa: era uma revolução silenciosa nos bastidores do tradicionalismo. Sua postura confiante, repertório firme e talento inquestionável abriram portas para outras mulheres no meio artístico regional.

Romance, desafios e separação
A relação com seu parceiro de palco transcendeu os microfones. Viveram um relacionamento pessoal que, apesar de ser alvo de polêmicas, também rendeu frutos. Tiveram filhos e dividiram muito mais do que músicas. Com o tempo, o desgaste natural da convivência e os desafios da fama levaram ao fim da parceria — comunicado de forma simples, mas que causou forte impacto no meio artístico.

A carreira solo e novos caminhos
Após a separação profissional, Mary deu continuidade à sua carreira com projetos próprios. Lançou discos solo e investiu em novas sonoridades. Com coragem, reinventou-se artisticamente, sem perder sua essência tradicionalista.

A virada espiritual
Na década de 1990, Mary passou por uma profunda transformação pessoal. Convertida à fé cristã, começou a dedicar sua arte à música gospel. Gravou álbuns religiosos e percorreu igrejas e comunidades levando sua história de vida como testemunho de superação e fé.

Missionária e cantora: uma nova missão
Nos anos seguintes, seu trabalho como missionária ganhou força. Mais do que apresentações musicais, suas participações em eventos se tornaram encontros de espiritualidade e renovação. Mary encontrava sentido em cada canção voltada para Deus, sem renegar sua trajetória anterior.

A arte nas telas: filmes inesquecíveis
Além dos palcos e estúdios, Mary brilhou também no cinema. Ao lado de seu antigo parceiro, protagonizou produções que emocionaram multidões. Filmes que retratavam o amor, a fé, a perda e a coragem tornaram-se clássicos no imaginário gaúcho.

Discografia marcante
Mary participou de dezenas de gravações, tanto em dupla como em carreira solo. Seu primeiro LP sozinha mostrou ao público uma artista madura e segura. Já em sua fase evangélica, surpreendeu com a força de sua voz em louvores e hinos tocantes.

Últimos anos e vida discreta
Nos últimos anos, Mary optou por uma vida mais reservada. Morando em Porto Alegre, mantinha contato com fãs e familiares, mas raramente aparecia em público. Preferia momentos simples, rodeada de filhos e netos, longe dos holofotes.

A morte tranquila e cercada de amor
Mary faleceu em casa, enquanto assistia televisão. Partiu de forma serena, sem sofrimento, deixando familiares e admiradores com o coração apertado, mas com a certeza de que sua missão foi cumprida com dignidade e entrega.

Repercussão da morte
A notícia causou comoção no meio artístico e cultural. Diversas personalidades gaúchas lamentaram sua partida, destacando sua importância para a história da música regional e sua postura inspiradora como mulher e artista.

Representatividade feminina e legado eterno
Mary Terezinha não foi apenas uma cantora; foi um símbolo de representatividade. Numa época em que mulheres raramente tinham voz no meio tradicionalista, ela se impôs com gaita, coragem e talento. Sua história inspira gerações.

Frases marcantes e ensinamentos
Em entrevistas, Mary sempre foi direta. Dizia não se apegar ao passado e preferia viver o presente com fé. “O que passou, passou. Hoje eu sou outra mulher”, afirmava com orgulho. Sua força de espírito encantava a todos.

A música como cura e identidade
Para Mary, a música era mais do que arte: era cura, identidade e resistência. Desde os bailes de interior até os templos religiosos, ela entendeu o poder da canção para tocar corações e transformar vidas.

Homenagens e tributos
Em todo o Rio Grande do Sul, eventos e programas prestaram homenagens à artista. Canções que marcaram sua carreira voltaram a tocar nas rádios, enquanto admiradores deixavam mensagens de carinho e gratidão.

Impacto nas novas gerações
Jovens artistas reconhecem a importância de Mary Terezinha na abertura de caminhos. Mulheres que hoje tocam gaita, cantam trova ou sobem em palcos regionais devem muito à coragem e ousadia daquela menina de Tupanciretã.

Um nome na história da cultura gaúcha
Com sua trajetória ímpar, Mary entrou para a galeria dos grandes nomes da cultura do sul do Brasil. Sua história é parte do patrimônio imaterial da região e continuará sendo contada por muito tempo.

A força de quem nunca se calou
Mary Terezinha foi resistência. Em tempos de conservadorismo, ousou ser livre. Em um meio machista, impôs respeito. Na dor, encontrou fé. E na fé, renasceu como artista e ser humano.

FAQ

1. Quem foi Mary Terezinha?
Uma das maiores cantoras e acordeonistas da música gaúcha, conhecida pela parceria com um renomado cantor regional e por sua carreira solo e religiosa.

2. Quando e onde ela faleceu?
Faleceu em 30 de junho de 2025, em Porto Alegre, em sua casa, de forma tranquila.

3. Qual sua importância para a cultura gaúcha?
Mary foi pioneira entre as mulheres no tradicionalismo, abrindo portas e quebrando barreiras com sua arte e autenticidade.

4. Ela teve filhos?
Sim, teve dois filhos, fruto de um relacionamento com seu antigo parceiro artístico.

5. Mary também atuou no cinema?
Sim, estrelou filmes marcantes ao lado de seu parceiro musical, tornando-se figura conhecida nas telas.

6. Como foi sua fase gospel?
Após sua conversão religiosa, dedicou-se à música cristã e ao trabalho missionário, levando mensagens de fé e superação por todo o país.

7. Ela deixou discos gravados?
Sim, possui uma discografia extensa, incluindo LPs em dupla, álbuns solo e discos religiosos.

8. Como a notícia foi recebida no meio artístico?
Com grande comoção. Diversas personalidades prestaram homenagens e reconheceram seu legado.

Conclusão
Mary Terezinha foi voz, coragem e presença. Um nome que se eterniza na cultura do Sul do Brasil. Sua partida deixa saudades, mas também orgulho — por tudo o que fez, lutou e representou. Que sua história continue sendo cantada, contada e lembrada, como merecem os grandes nomes da arte brasileira.

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