CEO da Soprano destaca inovação e transformação digital como pilares para o crescimento da empresa
Cyro Gazola apresentou os pilares da companhia para fortalecer pessoas, simplificar processos e ampliar o uso da tecnologia nos negócios
A transformação digital só produz resultados consistentes quando vem acompanhada de uma mudança na cultura da organização e do envolvimento das pessoas. A estratégia adotada pela Soprano para combinar esses dois movimentos foi apresentada pelo CEO da companhia, Cyro Gazola, nesta segunda-feira (24), durante a RA (reunião-almoço) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias). Em sua palestra, o executivo mostrou como cultura, processos, inovação e tecnologia estão sendo articulados para sustentar o crescimento da empresa.
Com 72 anos de história, a Soprano reúne mais de mil colaboradores, atende mais de 22 mil clientes e mantém quatro unidades de negócios. Sua estrutura conta com quatro manufaturas e dois centros de distribuição, em Caxias do Sul e Navegantes (SC), além de um portfólio superior a cinco mil produtos.
Gazola destacou que a empresa trabalha com um conjunto de escolhas estratégicas para o horizonte de 2030, envolvendo, entre outros pontos, cultura e pessoas, transformação digital, gestão de portfólio, eficiência das operações industriais, logística, distribuição e planejamento. Na avaliação do CEO, no entanto, a capacidade de execução está diretamente relacionada às pessoas.
A transformação cultural da Soprano começou há cerca de dois anos e buscou atualizar os valores da organização sem abandonar características construídas ao longo de sua trajetória. A companhia passou a estruturar sua cultura em cinco valores. Para sustentar essa mudança, a empresa trabalha com três princípios: clareza, consistência e continuidade. A proposta é comunicar de forma inequívoca a direção e os comportamentos esperados, manter coerência entre discurso e prática e compreender a transformação cultural como um processo permanente. A estratégia também contempla aprendizado contínuo, desenvolvimento de lideranças, gestão de desempenho e de clima e responsabilidade social.
Ao abordar a transformação digital, Gazola ressaltou que o avanço tecnológico precisa estar conectado às necessidades concretas da organização. Depois de sete décadas de atividade, a Soprano identificou processos ainda realizados manualmente e passou a trabalhar para simplificá-los e digitalizá-los.
O programa de transformação digital foi organizado sobre três pilares: fomentar uma mentalidade digital, redesenhar e simplificar fluxos e adotar tecnologias emergentes de maneira pragmática. O propósito, segundo o palestrante, é transformar a maneira como a empresa se relaciona com clientes, áreas internas e pessoas, identificando melhorias que gerem impacto no cotidiano da operação.
A estratégia está dividida em cinco jornadas: cliente, fornecedor, colaborador, dados e infraestrutura. Gazola ressaltou que a empresa está avançando gradualmente em cada uma delas para extrair resultados efetivos da digitalização, em vez de incorporar tecnologia sem uma revisão anterior dos processos.
Outro movimento é a aproximação da companhia com o ecossistema de inovação. A Soprano terá um espaço no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, que deverá conectar equipes de transformação digital e marketing da empresa a organizações e iniciativas voltadas à inovação. Gazola também defendeu maior articulação para que o Rio Grande do Sul aproveite sua infraestrutura industrial e suas demais potencialidades para atrair investimentos.
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