Você está ouvindo
Tua Rádio
Ao Vivo
00:00:00
Igreja no Rádio
05:00:00
 
 

Educação digital e diálogo ajudam na proteção de crianças e adolescentes no uso das tecnologias

Baixar Áudio por Beverli Rocha

Apenas 8% dos responsáveis acreditam que seus filhos enfrentam situações ofensivas on-line, embora 29% dos jovens relatam essas experiências

Foto: Divulgação

"Ele ficava muito no quarto, achei que estava seguro." A frase marcante da série Adolescência, da Netflix, revela uma realidade alarmante: a exposição excessiva à internet pode ser um risco para a segurança e desenvolvimento de crianças e adolescentes. Com 93% da população brasileira entre 9 e 17 anos conectada à internet, segundo a pesquisa TIC Kids Online 2024, o que podia ser visto como um espaço protegido tornou-se, muitas vezes, a porta de entrada para violências silenciosas — mas muito reais.

A presença massiva de crianças e adolescentes no ambiente digital escancara um desafio urgente: como proteger indivíduos em desenvolvimento em um território tão propício para a propagação de conteúdos inadequados e danosos? Apesar de muitas vezes serem chamados de “nativos digitais”, meninos e meninas nascidos após a massificação do acesso à internet também enfrentam dificuldades emocionais e cognitivas para lidar com o universo online, especialmente quando se tem pouca orientação e supervisão de um adulto responsável. A TIC Kids também aponta que 29% dos usuários de 9 a 17 anos relataram já ter vivenciado situações ofensivas, desagradáveis ou que os deixaram chateados na internet, mas apenas 8% dos responsáveis acham que as crianças ou adolescentes vivenciaram esse tipo de situação. O abismo entre o que é vivido e o que é percebido pelos adultos é um alerta.

A dificuldade de comunicação entre gerações fica evidente em outro dado: apenas 42% dos adolescentes entre 11 e 17 anos que passaram por situações ofensivas na internet contaram para um adulto em quem confiam, como pais, responsáveis, outros parentes ou professores. Muitos preferiram falar com amigos da mesma idade (29%) ou simplesmente não falaram com ninguém (13%). Somente neste ano, 607 denúncias de violência contra crianças e adolescentes em ambiente virtual foram registradas no Disque 100, frente a um total de 2.170 denúncias gerais — ou seja, 28% das denúncias relacionadas ao ambiente virtual envolvem vítimas nessa faixa etária

É nesse contexto que atua a campanha Defenda-se, do Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI), que já conta com 15 vídeos educativos voltados à proteção de crianças e adolescentes. Os dois mais recentes, com os temas Autodefesa e Segurança On-line e Peça Ajuda!, trazem orientações claras e acessíveis sobre o uso consciente da tecnologia, o cuidado com o compartilhamento de imagens e informações pessoais, o respeito às faixas etárias indicadas para redes sociais e a importância da criação de ambientes seguros para a livre expressão. 

Cecília Landarin, analista do Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI), concedeu entrevista sobre o assunto. Confira o conteúdo completo em áudio (acima).

 

 

 

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio São Francisco

Enviar Correção

Comentários

Newsletter Tua Rádio

Receba gratuitamente o melhor conteúdo da Tua Rádio no seu e-mail e mantenha-se sempre atualizado.

Leia Mais