Advogado tributarista explica impactos da aprovação do projeto que altera IR
Baixar ÁudioProposta foi aprovada pelo Senado nesta semana
Alterações na legislação do Imposto de Renda da Pessoa Física estão previstas já para 2026, caso o Governo Federal sancione ainda neste ano o projeto de lei 1.087 de 2025, de sua autoria, aprovado pelo Senado Federal nesta terça-feira (05/11).
A medida prevê a isenção de cobrança para pessoas que recebam até R$ 5 mil por mês e redução da alíquota para salários de até R$ 7.350, além da criação da tributação mensal e anual de altas rendas. Pela matéria, a faixa de isenção é ampliada, enquanto uma tributação mínima sobre rendas elevadas, especialmente sobre lucros e dividendos atualmente isentos, é criada. Assim, lucros e dividendos que ultrapassarem R$ 50 mil por mês serão tributados em 10% na fonte. Dividendos relativos a resultados apurados até o ano-calendário de 2025, cuja distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro deste ano, não serão afetados. Além disso, foi criado um imposto mínimo sobre altas rendas, aplicável a quem receber mais de R$ 600 mil por ano.
Conforme Leandro Caon, advogado tributarista e sócio do escritório Dupont Spiller Fadanelli, o PL 1.087 busca corrigir distorções históricas, aproximando o Brasil dos padrões internacionais, mas exigirá revisão nos planejamentos societários e sucessórios, especialmente nas empresas familiares que caracterizam a econômica da Serra. "Para o empresário serrano, o desafio será equilibrar eficiência tributária, transparência e continuidade do negócio — sem perder o espírito empreendedor que move a região”, definiu o especialista.
Caon concedeu entrevista sobre o tema ao programa Temática hoje. Confira o conteúdo completo em áudio (acima).
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