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Festival Respira contempla diversidade audiovisual brasileira

Baixar Áudio por Beverli Rocha

Programação nos dias 25, 26 e 27 em Bento Gonçalves tem debates e exibição de 20 produções selecionadas que concorrem a prêmios

Foto: Divulgação

Foram muitos takes até que o Festival Internacional de Cinema Respira chegasse à exibição dos selecionados entre os dias 25 e 27 de julho, na Fundação Casa das Artes de Bento Gonçalves, quando serão exibidos os 20 finalistas da seleção, com direito a premiação para os apontados pelo júri e pelo voto popular. O festival começou a ser articulado no ano passado e, depois de várias etapas, chega agora à fase de exibição pública, iniciando uma circulação de sessões por várias cidades da Serra. 

O Festival Internacional de Cinema Respira nasceu para celebrar e valorizar a diversidade no audiovisual, promovendo filmes de cineastas independentes, especialmente de pessoas pretas, LGBTQIA+, mulheres, quilombolas, indígenas e PCDs. Com foco em curtas-metragens, o festival explora temas como identidade, gênero, sexualidade, raça e etnia, incentivando a participação de novos agentes no campo do cinema.

Serão premiados dez filmes entre os 20 finalistas: dois de cada uma das categorias de Experimental/Videoarte, Animação, Documentário e Ficção. Cada uma destas categorias terá um vencedor pelo Voto Popular e outro indicado pelo júri.  Os vencedores receberão um prêmio de cinco mil reais, totalizando uma premiação de 40 mil reais. Também serão concedidas duas Menções Honrosas, decididas em conjunto pela Curadoria do Festival e o júri.

Os filmes finalistas na categoria Ficção são “Americana”, “De todos os não ditos”, “Desde criança eu sempre quis morar no Rio”, “Mãe”, “Pássaro Memória” e “Vão das Almas”. No segmento Documental, “A Busca do eu e o silêncio”, “Casinha de Mureta”, “De Coração”, “Pedagogias da Navalha”, “Poder falar” e “V(h)iver”. Na categoria Animação, os finalistas são “Caramelo e outros 500”, “Carcinização”, “O casaco” e “O Desperta r de Ayra”. E na categoria Experimental/Videoarte, os filmes são “Dance aqui”, “Limite”, “Maria Piauí” e “Nada Obsta”.

Pensando na inclusão, a sessão de sexta-feira da programação do Festival, das 14h às 15h30min, oferecerá acessilidade na exibição dos filmes selecionados e terá a participação de integrantes da Associação de Deficientes Visuais de Bento Gonçalves (ADVBG), que assistirão os filmes com recursos de audiodescrição.

Depois da mostra dos finalistas e premiação em Bento Gonçalves, inicia uma mostra dos dez vencedores que circulará por Montenegro, Caxias do Sul, São Valentim do Sul, Cotiporã, Veranópolis e Monte Belo do Sul em parceria com o Cine SESC. As datas das exibições ainda não estão definidas. Uma que já está certa é a de Montenegro, que será no dia 15 de agosto, na Fundarte, com ao menos duas sessões.


Durante a programação de Bento Gonçalves serão realizados dois debates. Na sexta-feira, dia 25, das 16h às 17h, o tema é “Gênero, imagem e espaço”, com Mirela Kruel e Mar Fagundes, sob mediação de Lau Graef. A ideia é conversar sobre questões raciais no cinema, que ainda hoje é um reduto de pessoas brancas com alto poder aquisitivo. Mirela Kruel é jornalista, diretora e roteirista com diversos trabalhos para o cinema e a televisão, com destaque para a abertura da novela “Amor de Mãe”, da Rede Globo; Mar Palombini Fagundes é pessoa transmasculina, roteirista, produtor e produtor executivo de curtas e videoclipes premiados por editais federais, estaduais e municipais; e Lau Graef, o mediador, é Lau Graef é diretor e montador de filmes com pesquisas que permeiam gênero, imagem e montagem.

No sábado, das 16h às 17h, tem o painel “Espelhos negros: compondo um caleidoscópio de trajetórias diversas”, com Camila de Moraes e Augusto Santos sob mediação de Thais Souza. Camila de Moraes é gaúcha radicada em Salvador, jornalista e cineasta, além de CEO na Produtora e Distribuidora "Borboletas Filmes & Pombagens”; Augusto Santos é Augusto Santos é filmmaker, fotógrafo e educomunicador, com trabalhos em fotografia, áudio e vídeo; e o mediadora Thais Souza é mulher negra, migrante, LGBT, que se dedica a pesquisar as questões relativas à raça, trabalho, cultura e movimentos migratórios.

Todos os painéis, bate-papos e a cerimônia de premiação serão transmitidos ao vivo pelo canal do Youtube do Festival.

O corpo de jurados do Festival Internacional Respira é composto por Camila de Moraes, Boca Migotto, Karkará Tunga, Mar Palombini Fagundes e Mirela Kruel. Todos nomes ligados à produção audiovisual contemporânea e atentos aos debates das questões que permeiam o conceito e a curadoria do Festival.

Rogério Rodrigues, produtor Cultural e idealizador do Festival Internacional Respira, concedeu entrevista ao programa Temática hoje sobre o assunto. Confira o conteúdo completo em áudio (acima).


 

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