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Nova Petrópolis celebra diversidade cultural no 52º Festival Internacional de Folclore

por Alice Corrêa

Com o tema “Entre culturas, cores e sabores”, evento reúne mais de 2 mil dançarinos de sete países e nove Estados brasileiros em 18 dias de apresentações, oficinas e desfiles.

Foto: Alice Corrêa/Tua Rádio São Francisco

A cidade de Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, será novamente palco de um dos maiores encontros culturais do Brasil. De 17 de julho a 3 de agosto, a 52ª edição do Festival Internacional de Folclore reunirá mais de 2 mil bailarinos de mais de 40 grupos folclóricos, oriundos de sete países e nove Estados brasileiros, sob o tema “Entre culturas, cores e sabores”. A proposta é clara: celebrar a diversidade como força de união entre os povos, num evento que há mais de meio século transforma tradições em espetáculo, vivência e aprendizado.

O lançamento oficial da programação ocorreu nesta terça-feira (10), em coletiva de imprensa no GastroPub Edelhaus, comandada pela corte do festival — a Rainha do Folclore Alemão, Francieli Tais Herrmann, e as princesas Cristina Kuhn e Eduarda Baumgarten. Como nos anos anteriores, a Rua Coberta será o coração das apresentações, mas a energia do festival se espalhará por escolas, comunidades do interior, empresas e pontos turísticos como a Praça das Flores e o Parque Aldeia do Imigrante.

Encontro de culturas

Além do Brasil, participarão delegações da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Canadá. Do território brasileiro, grupos do Pará, Tocantins, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, e os três Estados do Sul se juntarão a mais de 20 grupos do próprio município, promovendo um verdadeiro caldeirão cultural.

Durante o evento de lançamento, o público também foi envolvido na revelação dos grupos participantes: quem encontrava um bilhete sob a cadeira era convidado a anunciar o nome de um dos grupos — um gesto simbólico que reforça o caráter comunitário do festival.

Muito além da dança

A programação é extensa e diversa. Destaque para o acendimento da Chama Folclórica, no dia 17 de julho, e os Desfiles de Integração nos dias 20 de julho e 3 de agosto, reunindo grupos e etnias na principal avenida da cidade.

Outras atrações incluem:

  • Rodas de Capoeira (22 e 29 de julho, na Praça das Flores)
  • Sarau da Diversidade (26 de julho, na Biblioteca Municipal)
  • Noites Culturais em cinco localidades do interior
  • Jogos Germânicos, que misturam tradição e diversão
  • Baile Infantil, oficinas, palestras e o tradicional Chá das Soberanas

Em homenagem aos 70 anos de emancipação política de Nova Petrópolis, comemorados em 2025, moradores e personalidades locais também participarão de um momento especial para reviver memórias e tradições do município.

Oficinas que unem saberes

O festival também se destaca por sua programação educativa, com oito oficinas culturais focadas em artesanato, dança e gastronomia. No Espaço Mais Cultura, os “Mãos da Diversidade” apresentarão técnicas como os Ojos de Diós, do México, e a Pintura Bauer, da tradição local. Na dança, o grupo chileno Takina I Te Ahi e o grupo paraense Frutos do Pará dividirão experiências com representantes locais. E, nas “Panelas da Diversidade”, pratos típicos da Boêmia, Costa Rica, Colômbia e Brasil serão preparados em encontros culinários abertos ao público.

Sabores e arte para todos os sentidos

A Feira da Diversidade, montada na Praça das Flores, reunirá artesanato, vestuário e produtos típicos de diversas regiões. Já o Espaço Letras e Artes servirá como palco para exposições, performances, poesia e literatura do Brasil e do mundo. A praça de alimentação será uma verdadeira viagem gastronômica, permitindo que o público experimente os sabores das culturas representadas no evento.

Cultura que movimenta a cidade

Para o prefeito Daniel Carlos Michaelsen, o Festival é um símbolo da alma hospitaleira da cidade: “Aqui, a cultura não é apenas apresentada, ela é vivida. Celebramos a beleza de sermos diferentes e, ao mesmo tempo, profundamente unidos”.

Já o presidente da Câmara de Vereadores, Robison Reolon, ressalta o papel do evento na preservação da herança cultural: “Trabalhamos para que esse legado se perpetue também para as próximas gerações”.

O secretário de Turismo e Cultura, Rodrigo Barbieri Sangali, destaca o impacto do festival na economia e na imagem do município: “É cultura que gera valor. É tradição transformada em oportunidade”.

Na mesma linha, Lediane Werner, tesoureira da Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs, lembra que o festival também é resistência cultural: “Cada dança, cada traje e cada prato conta uma história. O evento mostra que a cultura pode caminhar de mãos dadas com o desenvolvimento”.

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio São Francisco

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