Entrevista com Gilvandro Antunes, sociólogo e integrante do Movimento Vidas Negras Importam
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A família de Gustavo Amaral afirma discordar da interpretação que culminou com o arquivamento do inquérito. A informação é de Gilvandro Antunes, sociólogo integrante do Movimento Vidas Negras Importam, que faz o acompanhamento dos familiares do engenheiro. Em entrevista para a Tua Rádio Alvorada ele explicou que o movimento entende a ação do Ministério Público, de arquivar o processo, como “racismo institucional”. Ele explica que isso não significa estar acusando o promotor de ser racista e sim de uma análise sociológica que já permeia o campo acadêmico também, do racismo empregnado nas instituições brasileira e que independem do agente público.
O Movimento Vidas Negras Importam nasceu nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo após a morte de George Floyd, por forças policiais norte americanas. O grupo atua na defesa da vida das pessoas negras. No Rio Grande do Sul, recentemente, foram recebidos pelo governador Eduardo Leite em audiência, que resultou na formação de um grupo de trabalho formado por representantes de várias entidades, como Ministério Público, Tribunal de Justiça, Procuradoria Geral do Estado, Defensoria Pública e outras instituições de direito civil, que tem o objetivo de debater a violência policial contra as populações negras. Segundo ele, mais de 70% dos homicídios registrados no Brasil, são contra negros.
