Empresário Paulo Ossani aponta desafios para o setor de transportes e na economia do país em 2027
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O setor de transportes rodoviários deverá enfrentar uma série de desafios em 2027, com previsão de aumento nos custos operacionais. A avaliação é do empresário Paulo Ossani, presidente da Transportes Cavalinho, da Associação Brasileira de Transportes Internacionais e vice-presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transportes Rodoviários de Cargas de Vacaria. Em entrevista à Tua Rádio Fátima, ele apontou que o aumento dos combustíveis, as mudanças da reforma tributária e a possível implementação da escala 5x2 devem pressionar os custos das empresas e refletir no preço dos produtos ao consumidor.
Segundo Ossani, o setor trabalha com a perspectiva de reajustes nos próximos meses, especialmente em razão da defasagem dos preços dos combustíveis em relação ao mercado internacional. Ele também destacou os impactos da reforma tributária, prevista para começar a valer em 1º de janeiro, e das mudanças na jornada de trabalho. Na avaliação do empresário, as empresas terão dificuldades para absorver os novos custos, que poderão ser repassados ao longo da cadeia produtiva.
Outro ponto destacado foi a necessidade de investimentos em infraestrutura. Ossani citou as condições das BRs 116 e 285, que passam por Vacaria, e defendeu melhorias na malha rodoviária, além da integração entre os diferentes modais de transporte, como rodovias, ferrovias e hidrovias. Sobre os pedágios, afirmou que o setor não é contrário às concessões, desde que os contratos sejam transparentes, com tarifas compatíveis e serviços efetivamente entregues. Para ele, estradas em melhores condições reduzem gastos com manutenção, combustível e tempo de deslocamento, além de contribuírem para a segurança.
O empresário também alertou para a falta de motoristas profissionais, um problema que, segundo ele, atinge diversos países. A dificuldade é ainda maior em atividades que exigem qualificação específica e períodos de treinamento, como o transporte de gases utilizados em hospitais. Conforme Ossani, a escassez de profissionais pode se tornar ainda mais preocupante caso a atividade econômica volte a crescer em ritmo mais acelerado e toda a frota disponível precise operar. Apesar dos desafios, ele defendeu que as empresas busquem melhorias nos processos e mantenham a confiança na recuperação econômica.
