Um golpe brutal na maior potência mundial
Em 2024 a maior potência econômica e militar do mundo, registra recorde de pessoas em situação de rua. Este é um problema social que atinge mais 771,480 mil cidadãos estadunidenses. Os últimos governos dos Estados Unidos investiram pouco para resolver a situação dos moradores sem-teto. O atual governo deixa claro sua política, preferindo investir bilhões de dólares em armamento e financiamento de guerra e perseguir os pobres, imigrantes e pessoa em situação de rua.
Em julho de 2024, a população dos Estados Unidos chegou a 340 milhões de habitantes, tendo o maior aumento populacional em mais de 20 anos. Há perspectiva que a população do país até final de 2025 chegue a 343,60 milhões. A população do país mais do que triplicou durante o século XX, de um número de cerca de 76 milhões em 1900. É uma população muito diversificada e sendo a terceira maior do mundo, atrás da China e da Índia. A imigração foi responsável por mais de 80% do aumento populacional entre 2023 e 2024.
No setor da economia, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2024 os Estados Unidos chegaram a ter um PIB de US$ 29,16 trilhões. A China é a segunda maior economia do mundo, com um PIB de US$ 18,27 trilhões. A Alemanha é a terceira maior economia do mundo, com um PIB de US$ 4,92 trilhões. O Japão é a quarta potência econômica mundial, chegando a um PIB de US$ 4,39 trilhões.
No setor militar, em 2023, os Estados Unidos tinham 1,3 milhão de soldados, 13.300 aeronaves, 303.553 veículos blindados de combate e 484 embarcações. Seguida da Rússia que possui um enorme arsenal nuclear e programas espaciais, considerada um dos países mais poderosos do mundo. A China possui um dos maiores exércitos do mundo, com um enorme arsenal nuclear e programas espaciais, seguida da Índia, Coreia do Sul, Paquistão, Reino Unido, Japão e Turquia.
O registro de pessoas em situação de rua em 2024 ou sem-teto dos Estados Unidos é de 771.480, atingiu o maior patamar da série histórica, conforme relatório apresentado pelo Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano do país. Os números representam um aumento de 18,1% em relação a 2023.
Para os analistas, o aumento do número de pessoas de rua ou sem-teto é consequência de um conjunto de fatores dos Estados Unidos. Entre os mais decisivos, é estão a falta de política pública de moradias acessíveis, o crescimento da inflação de 2,9%, fim dos auxílios social do governo e o aumento das catástrofes naturais.
O relatório do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano do país é baseado em dados de várias localidades realizadas em uma única noite. Na noite da pesquisa, cerca de 150 mil crianças estavam nas ruas, um recorde se comparado a anos anteriores. O número de famílias sem-teto cresceu 40%, fato que ilustra a desigualdade econômica e social dos Estados Unidos.
Também o aquecimento global que provoca desastres naturais tem contribuído para o aumento do número de pessoas sem-teto. Em 2024 ocorreram os furacões Helen e Milton, que devastaram o sudeste do país. Outro agravante é a decisão da Suprema Corte que permitiu às autoridades americanas punir os sem-teto que dormem nas ruas.
Para os analistas, o relatório é reflexo de um conjunto de fatores, como: o fim de programas de proteção de renda das famílias; desastres naturais como consequência do aquecimento global; flexibilização das políticas de proteção ambiental; o aumento da imigração; os salários estagnados entre as famílias de baixa e média renda; o racismo sistêmico com seus efeitos sociais, onde os negros representam 12% da população americana, mas constituem 32% das pessoas em situação de rua.
A situação de rua exige uma abordagem multisetorial, que envolva políticas públicas e a participação da sociedade. Quanto ao setor das políticas públicas, os analistas apontam caminhos: investir em políticas públicas de habitação a preços acessíveis; oferecer programas de assistência social; garantir acesso à saúde, educação, emprego e renda; facilitar a emissão de carteira de trabalho e previdência social; prestar orientação trabalhista e previdenciária; oferecer suporte aos empregadores; denunciar violações contra os direitos humanos; apoiar movimentos sociais que lutam por melhores condições de vida para a população de rua; acolhimento em Centro de acolhida temporária; criar um sistema de saúde pública nacional; proteger a democracia da influência dos mais ricos do país.
Há décadas que os Estados Unidos vem agravando os diversos problemas sociais, como desigualdade econômica, preconceito racial, xenofobia e pobreza. A disparidade econômica tem aumentado nos últimos anos o abismo entre ricos e pobres. O preconceito racial e racismo é um problema histórico nos Estados Unidos, basta lembrar os episódios como do linchamento de Jesse Washington (1916), o massacre de Tulsa (1921) e a morte de George Floyd (2020), estrangulado pelo policial branco com joelho em seu pescoço. A pobreza aumentou em 2022, atingindo 12,4% da população do país, sobretudo crianças mais que dobrou, passou de 5,2% para 12,4%.
Por ser a maior potência econômica e militar, o mundo olha para os Estados Unidos na perspectiva que tenha mais vontade de investir volumosos recursos em políticas públicas, para reduzir a desigualdade econômica, promover o desenvolvimento da sociedade com promoção do bem-estar da população, sobretudo mais pobres.
Este parece ser um desafio mais iminente do governo dos Estados Unidos, embora que sua prioridade seja no ano de 2025 o investimento de US$ 849,8 bilhões para armamento e financiamento a guerras. Em contrapartida, submete os imigrantes a humilhação pública deportando-os como se fosse animais, acorrentados, algemados e sob a prática de tortura, sabendo que a imigração não é crime. A deportação é uma violação aos direitos humanos garantidos pela ONU como da liberdade, segurança e proteção.
O cenário posto convoca o governo a mudar de postura, em contrário, os Estados Unidos sofrerão outros golpes mais brutais, como o descrédito moral e político mundial.

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