“Os números falam por si”
Seguidamente ouvimos a expressão: “os números falam por si”. Os números comunicam para o bem do ser humano e às vezes soam como alerta. O Brasil está conseguindo melhorar alguns números como resultado de um trabalho positivo na gestão da administração pública.
Os números surgiram há mais de 30 mil anos quando os seres humanos precisavam contar os animais que caçavam, os objetos e as coisas. Os homens primitivos desenhavam animais e símbolos nas paredes para indicar a quantidade. Ao passar da vida de nômades para a sedentária ou ao fixar residência a um território para cultivá-lo, obrigaram-se a domesticar animais e fazer contas para saber de sua quantidade.
Segundo os historiadores, no período primitivo, os homens ao levarem os animais para pastar, colocavam uma pedra num saco, correspondendo a cada animal. No fim do dia, quando os animais eram presos ao cercado, bastava retirar as pedras do saco para saber se todos tinham retornado ou se algum tinha se perdido. Outro método utilizado para a contagem era os traços marcados em troncos de árvores ou ossos de animais. Cada traço ou osso correspondia a uma coisa, seja animal ou objeto.
Esse método de contagem foi possível para as pequenas quantidades. Com o tempo as pequenas aldeias se tornaram grandes cidades e estas em Impérios, assim, o comércio entre povos cresceu e houve a necessidade de outro sistema de registros. As grandes civilizações da babilônia que construíram um Império de 1792 a.C. a 539 a.C., buscaram um sistema mais prático de contagem.
Para controlar os impostos e comércio entre as regiões do próprio Império, os babilônios escreviam os valores com símbolos e cada qual ocupavam posições diferentes. Esses registros eram escritos de maneira cuneiforme, ou usando uma cunha, instrumento pontiagudo que permitia gravar na argila os símbolos, de maneira que “1” mais “1”, significava “11”, “1” mais “5”, representava “15”, assim sucessivamente.
Os romanos utilizavam a letra “l” para contar a de 1 a 3, depois agrupavam as quantidades a cada cinco unidades, cinco dezenas, uma centena e um milhar. Ao colocar a letra “l” antes do “x”, temos o “IX”, estamos escrevendo o número nove. Ao colocar a letra “X” e depois o “l” estamos escrevendo o número onze. O método romano é simples, combina as letras para escrever as quantidades. Hoje, usa-se os números romanos para indicar capítulos de livros, séculos e milênios.
Os hindus ou indianos desenvolveram um sistema onde cada número era um símbolo e não precisava escrever um sinal diferente para indicar cada agrupamento de objetos, como faziam os egípcios. O sistema matemático dos algarismos indo-arábicos são os dez dígitos: 0,1,2,3,4,5,6,7,8 e 9. Hoje, é o sistema mais comum usado no mundo atual.
O nome “algarismo” tem haver com um matemático, astrônomo, astrólogo, geógrafo e escritor mais importantes da Idade Média, Al-Khwarizmi (780 a 850), que utilizava esta forma de escrever números nos seus cálculos. O nome deste estudioso em latim era “Alcuarismi” do qual vem a palavra “algarismo” em português.
Al-Khwarizmi traduziu várias obras hindus para a língua árabe e estas chegaram à Europa pelo sul da Espanha, que pertencia aos muçulmanos. Um dos responsáveis pela introdução deste sistema numérico no mundo cristão foi o Papa Silvestre II, sendo pontífice de 999 a 1003, que havia estudado obras de matemáticos islâmicos. A partir disso os números indo-arábicos conquistaram a Europa e praticamente todo o mundo.
Desde sua invenção os números têm duas funções fundamentais, como de informar a quantidade e orientar o trabalho de gestão administrativa. Os números gritam quando um negócio, uma empresa, uma gestão está mal. Quando os números alertam cabendo aos gestores mudar a realidade ruim. Os números também animam quando os resultados são positivos, rumo a um crescimento sustentável.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no 1º trimestre de 2023 foi o quarto melhor resultado no mundo, cresceu 1,9%, ficando atrás apenas de Hong Kong, Polônia e China com crescimento de 2,2%. No segundo trimestres de 2023 o PIB do Brasil cresceu 0,9%, três vezes acima do esperado, enquanto a estimativa era de 0,3%. O PIB é a soma dos bens e serviços finais produzidos no Brasil, que no primeiro semestre de 2023 totalizou R$ 2,651 trilhões. O Banco do Brasil registrou em 2023 o maior lucro de sua história, chegando a R$ 35,6 bilhões, 11,4% maior comparado com o resultado de 2022.
De janeiro a setembro de 2024, o PIB acumulou alta de 3,2%, na comparação com o mesmo período de 2023. Segundo o IBGE, dois dos três grandes setores econômicos que avançaram no trimestre foram: Indústria (0,6%) e Serviços (0,65). Os maiores destaques são as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,3%), especialmente na parte ligada aos seguros, e as imobiliárias (1,3%), ressaltou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.
De acordo com o IBGE, a renda per capita dos brasileiros aumentou 16,49%, chegando a R$ 1.893 em 2023, em comparação com 2022, quando estava em R$ 1.625. De janeiro a outubro de 2024 o Brasil gerou 1,49 milhão de vagas de empregos formais, superando o total de 2023. Conforme os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o número total de pessoas empregadas formalmente atingiu 47 milhões e ocupada de 103 milhões, o maior da série da história do país. O desemprego reduziu para 6,4% no terceiro trimestre encerrado, no menor nível desde 2012.
Quanto ao Mapa da Fome, o Brasil avança e leva a situação de pobreza na América Latina ao menor nível em 33 anos. Segundo o órgão da ONU, a pobreza na região diminuiu em 2023, afetando 27,3% da população. A redução foi de 1,5 ponto percentual em relação ao ano de 2022.
Segundo pesquisa Quaest, o mercado e o mundo passaram a ser mais otimistas em relação ao governo brasileiro e a política econômica do país. O interesse dos outros países em estabelecer relações com o Brasil é forte e renovado, tendo a maior procura da história. A pesquisa indica que em julho deste ano 65% do brasileiro avaliaram como positiva a política econômica do governo. Para o coordenador Quaest, trata-se de uma mudança muito significativa para o governo e para os investidores mundiais.
Na avaliação do Ministro da Economia Fernando Haddad os números positivos na produção, indústria, comércio, serviços, empregos, atividades financeiras, imobiliária, políticas sociais, são o resultado de um trabalho harmônico entre três poderes e todos os setores do Brasil.
Se “os números falam por si” o Brasil vive um momento positivo, claro que ainda insuficiente para contemplar a todos com vida digna. Enfim, se os números são positivos, cabe aos gestores públicos continuar nesse processo de mudança da realidade para melhorar a vida de todos os brasileiros.

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