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CAPS alerta para aumento das demandas de saúde mental no fim do ano em Lagoa Vermelha

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A coordenadora do serviço, Denise Ferreira de Oliveira, destacou que esse período costuma trazer maior pressão emocional

Foto: Rudimar Galvan/ Tua Rádio

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Lagoa Vermelha registrou aumento constante nas demandas de saúde mental, tendência que se intensifica no final do ano. A coordenadora do serviço, Denise Ferreira de Oliveira, destacou que esse período costuma trazer maior pressão emocional, revisões pessoais e lembranças de perdas familiares, fatores que podem desencadear crises, especialmente em pessoas com histórico de depressão. Segundo ela, é essencial que a população fique atenta aos primeiros sinais de sofrimento psíquico, como alterações no sono, tristeza persistente e isolamento, buscando ajuda logo no início. 

A enfermeira Lisiane Cruz Machado, que também integra a equipe do CAPS, ressaltou que os principais motivos que levam os moradores a procurarem o serviço são casos de depressão, bipolaridade, esquizofrenia e, principalmente, situações relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. Ela explica que, nessas situações, não apenas o usuário adoece, mas toda a família é afetada e precisa de acompanhamento. Muitas vezes, os familiares buscam ajuda apenas quando a situação chega ao limite, quando nenhuma outra rede de apoio consegue mais lidar com o caso. 

Denise explicou que o CAPS é um serviço de porta aberta, funcionando sem necessidade de encaminhamento ou agendamento. O acolhimento é o primeiro passo, seguido de avaliação médica que define se o caso exige internação, acompanhamento ambulatorial ou retorno à unidade de saúde de referência. No entanto, a internação é sempre a última alternativa, já que o foco atual da saúde mental prioriza o convívio social e o atendimento em grupo. A coordenadora alertou ainda para o déficit de leitos psiquiátricos no estado, agravado pelo aumento da demanda pós-pandemia. 

As profissionais reforçaram que sinais como mudanças bruscas de comportamento, isolamento, queda na participação social e dificuldade de reconhecer o próprio sofrimento devem servir de alerta imediato para familiares e colegas. O CAPS atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com acolhimentos preferencialmente realizados pela manhã, exceto às terças-feiras, quando a equipe se dedica à organização de casos e internações. Denise e Lisiane destacaram que o serviço permanece à disposição da comunidade e reforçaram a importância do cuidado contínuo com a saúde mental, especialmente neste período do ano. 

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