Diretor do CFC alerta: mudanças na CNH representam retrocesso de 30 anos
Baixar ÁudioSegundo ele, a ideia representa um retrocesso de mais de 30 anos e coloca em risco a segurança no trânsito
Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio
O diretor do Centro de Formação de Condutores (CFC) de Lagoa Vermelha, Daniel Polo, manifestou preocupação em relação à proposta do Ministério dos Transportes que sugere mudanças no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo ele, a ideia representa um retrocesso de mais de 30 anos e coloca em risco a segurança no trânsito. “Se hoje, com toda a estrutura existente, ainda há altos índices de acidentes, imagine voltando no tempo, quando não se tinha nada. Essa proposta não traz evolução, ela é um retrocesso perigoso”, afirmou.
De acordo com Polo, a iniciativa tem caráter político e eleitoreiro, sendo usada como bandeira pessoal pelo ministro dos Transportes. Ele destacou que o discurso de que a CNH é cara não condiz com a realidade. “O ministério divulga valores que não correspondem à verdade. Uma carteira completa hoje custa cerca de R$ 2.700, menos de dois salários-mínimos. Eles usam números inflados para assustar a população e justificar uma ideia que não tem base técnica”, criticou o diretor.
O representante do CFC também alertou que eliminar as aulas práticas e teóricas não resolveria o problema da falta de condutores habilitados. Pelo contrário, criaria uma geração de motoristas despreparados. “Uma pessoa que nunca dirigiu vai aprender onde? E quem assumiria a responsabilidade em caso de acidente? Um carro nas mãos de alguém sem preparo é uma arma. A habilitação é uma concessão do Estado, não apenas um documento como o CPF”, explicou.
Daniel Polo defendeu que o governo coloque em prática a chamada ‘carteira social’, projeto já aprovado em nível federal e que prevê gratuidade ou descontos para pessoas de baixa renda. “Se o problema é o preço, está aí uma lei pronta para ajudar quem mais precisa. Mas o ministro prefere apostar no discurso populista em vez de aplicar o que já existe. Até o momento, não há nada oficial sobre essas mudanças, apenas especulações”, concluiu o diretor.
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