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“Precisamos enfrentar esse problema de frente”, diz Ariovaldo Carlos da Silva sobre causa animal

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A intenção é ouvir tutores, ONGs, protetores independentes, veterinários e moradores que não possuem animais, mas que também sofrem impactos

Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio

O vereador Ariovaldo Carlos da Silva, da bancada do PDT, defendeu a realização de uma audiência pública para discutir políticas voltadas à causa animal em Lagoa Vermelha. Em entrevista, ele afirmou que o município precisa “encarar de frente” o problema, citando casos recentes de ataques de cães, abandono e maus-tratos. Entre os episódios mencionados está o ataque sofrido por um morador há cerca de seis meses, além de relatos frequentes de envenenamento e mortes de animais. Para o vereador, os animais são vítimas da negligência humana e a situação exige medidas concretas.

A proposta da audiência pública, segundo Ariovaldo, é envolver a comunidade na construção de soluções. Ele destacou que não cabe apenas aos vereadores decidir sobre temas complexos como microchipagem obrigatória, multas por maus-tratos e criação de plantão veterinário. A intenção é ouvir tutores, ONGs, protetores independentes, veterinários e moradores que não possuem animais, mas que também sofrem impactos, como casos de perturbação do sossego e ataques em vias públicas. O pedido já foi protocolado e aguarda análise da Comissão de Infraestrutura da Câmara.

Entre os pontos que devem entrar em debate estão a criação de multas administrativas para maus-tratos, implantação de programa permanente de educação sobre guarda responsável, adoção de sistema de microchipagem para identificação dos animais e responsabilização dos tutores, além da possível criação de um serviço de plantão veterinário para atendimentos de urgência. O vereador citou exemplos de municípios que já adotam políticas semelhantes, como Pelotas, Caxias do Sul e Passo Fundo, defendendo que Lagoa Vermelha pode se inspirar em iniciativas que deram resultado.

Durante a entrevista, ouvintes relataram problemas como cães soltos atacando pessoas e animais na zona rural, excesso de latidos durante a noite e acúmulo de animais em condições inadequadas. Ariovaldo reforçou que a audiência não tem caráter político-partidário, mas busca formular políticas públicas eficazes e fiscalizáveis. “Se a população não abraçar essa causa, vira apenas mais uma fala”, afirmou. Caso aprovada, a audiência deverá ser amplamente divulgada para garantir participação popular e encaminhamentos práticos.

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