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Jhonata Ribeirão fala sobre conquista da Libertadores de Futsal com o Peñarol

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Com o título da Libertadores no currículo, Ribeirão retorna ao Lagoa Esporte Clube, onde já estará à disposição do técnico Picolé para o jogo contra a Uruguaianense

Foto: Daniel Zantut / Tua Rádio Cacique

Em uma maratona de jogos digna de cinema, o ala Jhonata Ribeirão protagonizou um dos momentos mais marcantes do futsal sul-americano. No último sábado, foi campeão da Taça Farroupilha Norte com o Lagoa Esporte Clube. No dia seguinte, já no domingo, dia 01 de junho, estava em Luque, no Paraguai, vestindo a camisa do Peñarol, do Uruguai, na disputa da Libertadores de Futsal 2025. E voltou de lá com mais um título: campeão da libertadores.

Ribeirão se tornou peça fundamental na conquista inédita do clube uruguaio, que venceu pela primeira vez um clube brasileiro na competição e conquistou seu primeiro título de Libertadores. “É um sonho realizado. A gente está na história”, comemorou o jogador em entrevista à Tua Rádio Cacique.

O trajeto do atleta surpreendeu até os colegas de imprensa e torcedores, já que sua ida ao Peñarol foi mantida em sigilo até a divulgação oficial. “Foi tudo acordado com o pessoal do Lagoa. Deixamos em sigilo e, graças a Deus, deu tudo certo”, contou.

Um feito gigante contra adversários poderosos

Além da conquista, Ribeirão celebrou o feito de eliminar grandes nomes do futsal brasileiro, como o Magnus, equipe do craque Rodrigo, que se despediu da libertadores justamente na derrota para o Peñarol. “A gente sabia da importância desse jogo. Era a despedida do Rodrigo. Mas fomos lá e vencemos. Isso mostra o tamanho do nosso feito.”

Ribeirão atuou em seis partidas da competição e destacou dois momentos marcantes: a final e o duelo decisivo contra o Joinville (JEC), que garantiu a classificação direta do Peñarol ao mata-mata. “Esse jogo contra o JEC foi essencial. Vencemos por 3 a 0 e classificamos em primeiro no grupo, o que teoricamente nos deu um caminho mais viável até a final.”

Superação e integração

Um dos grandes desafios da campanha foi a falta de entrosamento da equipe. Ao contrário dos times brasileiros, que treinam juntos regularmente, o Peñarol contou com atletas de diferentes países reunidos exclusivamente para a competição. “Cheguei direto para o jogo, sem conhecer os companheiros. Mas o grupo era muito unido, o treinador foi fundamental e conseguimos nos adaptar rapidamente”, explicou.

Ribeirão destacou também o apoio e a emoção de sua família, que acompanhou tudo à distância. “Minha cidade, Ribeirão, parou. Soltaram fogos, recebi centenas de mensagens. É um sonho que a gente compartilha com quem está com a gente desde o começo.”

Reconhecimento dos gigantes

Após a final, ainda no aeroporto, Jhonata Ribeirão teve uma dimensão do respeito conquistado: “Ver jogadores como Ricardinho, Xuxa e Rodrigo vindo me cumprimentar, dar os parabéns, foi emocionante. Ali eu percebi o tamanho da conquista.”

Com o título da Libertadores no currículo, Ribeirão retorna ao Lagoa Esporte Clube, onde já estará à disposição do técnico Picolé para o jogo contra a Uruguaianense no próximo sábado. “Fui emprestado para ser campeão. Agora volto com ainda mais motivação para seguir conquistando títulos no Gauchão e na Copa dos Pampas.” Ouça a entrevista completa.

 

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