Tarifas e clima trazem novos desafios para agricultura familiar na região, alerta presidente da Coolaf
Baixar ÁudioCarina ressaltou que, embora o efeito imediato tenha atingido a fruticultura, outras cadeias produtivas, como a do leite, da soja e da carne, também devem sentir reflexos nos próximos meses
Foto: Paulo Silva/ Tua Rádio
A presidente da Coolaf, Carina da Silva, destacou as dificuldades que a agricultura familiar tem enfrentado diante do recente aumento das tarifas no país. Segundo ela, o impacto já é sentido diretamente na produção de frutas, especialmente da laranja, cujo preço despencou de R$ 2,75 para apenas R$ 0,25 o quilo em pouco tempo, afetando principalmente os pequenos produtores.
Carina ressaltou que, embora o efeito imediato tenha atingido a fruticultura, outras cadeias produtivas, como a do leite, da soja e da carne, também devem sentir reflexos nos próximos meses. “Quando um setor produtivo é afetado, todos acabam sendo atingidos em cadeia”, destacou.
A dirigente lembrou ainda que a diversificação da produção é uma das principais alternativas para reduzir os prejuízos. “Se o produtor trabalha apenas com uma cultura, como a laranja, o impacto é devastador. Por isso defendemos que as propriedades mantenham diferentes fontes de renda, como grãos, leite, hortaliças e frutas”, afirmou.
Apesar das dificuldades, Carina encerrou com uma mensagem de perseverança: “O agricultor precisa estar sempre inovando, porque quando não é o clima, é o tarifáço. Mas seguimos firmes, buscando alternativas para manter a agricultura familiar de pé”.

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