Paparico Bacchi busca na China tecnologia para produzir ureia no RS
Segundo ele, a iniciativa poderá gerar uma série de empregos diretos e indiretos
O deputado estadual Paparico Bacchi (PL) está participando de uma missão oficial na China para conhecer tecnologias e modelos de produção que viabilizem a instalação de uma fábrica de ureia no Rio Grande do Sul. Segundo ele, a iniciativa poderá gerar uma série de empregos diretos e indiretos, além de reduzir a dependência do Brasil da importação de fertilizantes. Atualmente, o país importa cerca de 90% do fertilizante utilizado, o que encarece o produto e impacta diretamente o produtor rural.
Durante a viagem, Bacchi destacou que o Rio Grande do Sul possui condições ideais para a produção de fertilizantes, especialmente devido à grande reserva de carvão mineral existente em Candiota e na região da Campanha, que concentra 87% do carvão mineral do Brasil. Ele explicou que tecnologias visitadas na China permitem transformar o gás carbônico, subproduto da queima do carvão para geração de energia elétrica, em NPK e ureia, processo que, segundo ele, não polui e pode até contribuir para a despoluição.
O parlamentar também ressaltou que há um projeto de lei de sua autoria, conhecido como Lei dos Fertilizantes, que cria incentivos para a instalação de plantas de produção no estado. A proposta está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Parlamento gaúcho, e Bacchi afirmou que pretende promover audiências públicas para acelerar sua aprovação. Ele acredita que a medida poderá atrair investidores e abrir caminho para tornar o Rio Grande do Sul um polo produtor de fertilizantes.
Bacchi lembrou ainda que a usina Presidente Médici, em Candiota, adquirida pela empresa ÂMBAR Energia, ligada à JBS, possui potencial para produzir energia elétrica a partir do carvão e, a partir do gás carbônico gerado, fabricar ureia em quantidade suficiente para abastecer todo o estado. Ele comparou os preços, destacando que, enquanto na China o quilo da ureia custa cerca de R$ 2,00, no Brasil o valor varia entre R$ 230,00 e R$ 270,00 por saca. Além disso, ressaltou que o produto importado não é formulado para o clima subtropical brasileiro, o que resulta em perdas de até 40% na aplicação.

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