Defesa Agropecuária intensifica força-tarefa para impedir entrada do caruru gigante no Rio Grande do Sul
Baixar ÁudioO caruru gigante apresenta crescimento acelerado, podendo atingir até quatro centímetros por dia e produzir entre 100 mil e 1 milhão de sementes por planta
A Secretaria da Agricultura, por meio da Defesa Agropecuária do Rio Grande do Sul, iniciou uma força-tarefa para prevenir a entrada do caruru gigante, uma das plantas daninhas mais agressivas e prejudiciais à produção agrícola. Em entrevista, o fiscal agropecuário Alonso Duarte de Andrade explicou que a preocupação aumentou após a identificação da praga no município de Campo Erê, em Santa Catarina, a cerca de 100 quilômetros da divisa com o território gaúcho.
Segundo Alonso, o Estado entrou em alerta fitossanitário e mobilizou equipes da Defesa Vegetal para visitas às propriedades rurais, principalmente na região do Alto Uruguai, considerada a área mais próxima do foco identificado. A ação, no entanto, está sendo expandida para todas as regiões do Rio Grande do Sul, com orientações aos produtores sobre a identificação da planta e as formas de prevenção. O caruru gigante apresenta crescimento acelerado, podendo atingir até quatro centímetros por dia e produzir entre 100 mil e 1 milhão de sementes por planta, o que amplia consideravelmente o risco de disseminação.
O fiscal destacou que a principal forma de propagação ocorre por meio de sementes aderidas ao solo e a maquinários agrícolas vindos de outras regiões do país, especialmente áreas produtoras como Mato Grosso. Entre os danos já registrados em outros estados, a planta pode causar perdas de até 60% na produção de soja e até 90% no milho, devido à forte concorrência por nutrientes, água e espaço. Além disso, a espécie já apresenta resistência a diversos defensivos agrícolas, tornando o controle ainda mais difícil.
Como medida preventiva, a Defesa Agropecuária está realizando barreiras fitossanitárias em postos de divisa, fiscalizando máquinas agrícolas, orientando sobre a compra de sementes certificadas e promovendo ações de conscientização junto a sindicatos rurais, entidades do setor e produtores. A força-tarefa, iniciada no dia 13 de abril, terá caráter permanente, com visitas técnicas, distribuição de material informativo e canais de contato para que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente à Inspetoria de Defesa Agropecuária ou à Emater.
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