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Primeira superlua de 2022 ocorre nesta terça-feira, 14/06

Baixar Áudio por João Pedro Varal Tartari

Fenômeno fará com que a Lua apareça de 17% a 30% maior no céu

Foto: Leandro Osório/@fotojornalambiental

Nesta terça-feira, 14/06, ocorre a primeira superlua de 2022. O fenômeno permite que pessoas do mundo inteiro consigam ver o satélite natural ocupando mais espaço do céu. Isso faz com que a vejamos “maior” e mais detalhadamente.

A superlua acontece por conta do formato da órbita da Lua ao redor da Terra, como explica a astrofísica marauense Marina Bianchin Vanz. “Assim como a órbita da Terra ao redor do Sol (e de todos os planetas) é elíptica, é um círculo um pouquinho esticado para um lado, a órbita da lua em torno da Terra também é – apesar da excentricidade, que é o quanto esse círculo foi esticado, ser bem pequena”, conta.

“Que que acontece: o ponto em que Lua está mais afastada da Terra é chamado de apogeu e o ponto que ela está mais próxima nessa órbita é chamado de perigeu. Então, quando ela está mais próxima, nesse ponto chamado de perigeu, a distância Terra-Lua é menor e ela vai aparecer maior no céu.”

A cientista, integrante do Grupo de Astrofísica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ainda reforça que esta é uma questão de projeção de imagens. “Qualquer coisa que, se você olha de uma certa distância, parece que é pequena, se você se aproxima ou aquela coisa, aquele objeto se aproxima de ti, parece que ele é maior, então, basicamente, é isso que acontece.”

No Brasil o perigeu do satélite ocorreu pela manhã às 8h52 da terça, dificultando a visibilidade da Lua. No entanto, de acordo com pesquisadores consultados pelo canal de informação sobre ciência National Geographic Brasil, a superlua poderá ser vista com destaque logo ao nascer, por volta das 17h50. Ela deve aparecer no céu cerca de 17% a 30% maior que o usual.

O fenômeno ainda poderá ser acompanhado por meio do canal The Virtual Telescope Project, que transmitirá ao vivo a partir das 16h15. A próxima superlua de 2022 deve ocorrer no dia 13/07.

Medindo a distância

Segundo Marina, a distância entre a Terra e a Lua no ponto mais próximo é de cerca de é em torno de 50 mil km. Mas ela explica que nós nem sempre tivemos total certeza desses dados.

A mestra em Física relata que exitiam estimativas de qual seria a medida dessa distância, mas que ela pode ser confirmada após a missão tripulada da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) para a Lua, a Apollo 11. Isso porque os astronautas deixaram um espelho na face que fica virada para a Terra e, assim, “é possível emitir um laser, um laser muito potente, não esses lasers que a gente usa para apresentação ou que a gente usa para brincar com gato, um laser potente, e esse laser atravessa as camadas da atmosfera, vai até a Lua, bate no espelho e reflete de volta”. 

Marina também explica o processo pelo qual se pode calcular essa distância. De acordo com ela, os “cientistas que mediram essa distância colocam um detector para detectar quando esse laser volta, então a gente sabe o tempo que apertou o botãozinho, ele foi e voltou”. “E eu sei que o laser é luz – e a velocidade da luz é uma constante no Universo, então eu sei a velocidade com que esse laser viajou.”

“Então por isso, também, que a gente tem medidas relativamente precisas de qual que é a distância do perigeu e a distância no apogeu, porque, sempre que acontece esse tipo de fenômeno, a Lua muda de tamanho e é possível refazer essa medida”, finaliza.


Para ouvir a entrevista com Marina Bianchin Vanz, clique em 'ouvir notícia'. O botão com acesso para o áudio está localizado acima da foto. 

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