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Especialista alerta para sinais precoces do câncer de cabeça e pescoço durante o Julho Verde

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A médica cirurgiã de cabeça e pescoço Dra. Elizia de Bittencourt, do Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, alertou para a importância do diagnóstico precoce dos cânceres de cabeça e pescoço, tema destacado durante a campanha Julho Verde

Foto: Divulgação

A médica cirurgiã de cabeça e pescoço Dra. Elizia de Bittencourt, do Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, alertou para a importância do diagnóstico precoce dos cânceres de cabeça e pescoço, tema destacado durante a campanha Julho Verde. Segundo a especialista, sintomas como feridas na boca ou na pele que não cicatrizam por mais de duas semanas, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço nunca devem ser ignorados, pois podem indicar a presença da doença. Ela ressaltou que a demora em procurar atendimento faz com que muitos pacientes cheguem aos serviços de saúde com tumores em estágio avançado, exigindo tratamentos mais complexos e com maior impacto na qualidade de vida.

A médica explicou que os principais fatores de risco continuam sendo o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, mas destacou o crescimento dos casos relacionados ao HPV, especialmente entre pacientes mais jovens. Ela reforçou a importância da vacinação contra o vírus, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como uma das principais formas de prevenção de diversos tipos de câncer, incluindo os de cabeça e pescoço. Além disso, orientou a população a manter boa higiene bucal, utilizar protetor solar, ajustar corretamente próteses dentárias e adotar hábitos saudáveis para reduzir os riscos da doença.

Durante a entrevista, Dra. Elizia também destacou que o diagnóstico precoce pode elevar as chances de cura para índices entre 80% e 90%. Ela esclareceu que pacientes que realizam exames ou biópsias na rede particular não perdem o direito de dar continuidade ao tratamento pelo SUS, desmistificando uma dúvida frequente da população. A especialista concluiu reforçando que qualquer sintoma persistente por mais de duas semanas deve ser avaliado por um cirurgião de cabeça e pescoço, ressaltando que a informação e a prevenção são as principais aliadas para aumentar os índices de cura e reduzir a gravidade dos casos.

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