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Otorrinolaringologista explica funcionamento e indicações do implante coclear

Baixar Áudio por Diones Pimentel

O implante é indicado para casos em que o aparelho convencional já não traz benefício, sendo avaliada a situação de crianças que ainda não aprenderam a falar e de pessoas que já adquiriram a fala antes da perda auditiva

Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio

A otorrinolaringologista Luisi Mezzomo esclareceu em entrevista à Tua Rádio Cacique o que é o implante coclear, procedimento que tem transformado a vida de pessoas com perda auditiva severa. Diferente do aparelho auditivo convencional, que apenas amplia o som, o implante é colocado por cirurgia e converte os sons em impulsos elétricos, substituindo o funcionamento das células auditivas danificadas. A médica explicou que o processo não se encerra na cirurgia: é necessário um período de reabilitação, comparado à aprendizagem de uma nova língua, pois a forma de ouvir passa a ser diferente da audição natural. O implante é indicado para casos em que o aparelho convencional já não traz benefício, sendo avaliada a situação de crianças que ainda não aprenderam a falar e de pessoas que já adquiriram a fala antes da perda auditiva.

Não há limite de idade para o procedimento em adultos, segundo a especialista, e há registros de pacientes com mais de 90 anos que receberam o implante. O resultado varia bastante entre cada pessoa, e a reabilitação com fonoaudiólogo e apoio psicológico é fundamental para o sucesso. A médica explicou que o som percebido por meio do implante tem características diferentes e pode apresentar dificuldades, por exemplo, na distinção de melodias musicais. Antes da indicação, são avaliados não apenas os critérios médicos, mas também a disponibilidade da pessoa para participar das sessões de reabilitação e o apoio da família. O SUS cobre o procedimento, que é uma etapa posterior ao uso do aparelho convencional, salvo situações específicas como perda auditiva provocada por meningite.

Entre as causas mais frequentes de perda auditiva no Brasil, a médica destaca a meningite, especialmente em crianças, além de causas genéticas e a perda relacionada à idade. Luisi Mezzomo tranquilizou a população ao reforçar que a dificuldade auditiva não significa o fim da comunicação, pois existem recursos e tecnologias disponíveis para reabilitar a audição. Ela lembrou que o implante coclear vem evoluindo constantemente e já existem versões totalmente implantáveis em fase de desenvolvimento. A especialista ressaltou a importância de procurar um otorrinolaringologista ao perceber qualquer alteração auditiva, pois o acompanhamento adequado amplia as possibilidades de tratamento e de qualidade de vida.

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