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Décimo Quinto Domingo do Tempo Comum

por João Romanini

/Liturgia do Domingo 13/07/2025

Foto: Divulgação

Próximo? É todo aquele que de mim precisar.

ACOLHIDA

Animador: Irmãos e irmãs, com alegria, nos reunimos em comunidade para juntos celebrarmos fé e vida. A todos desejamos: paz e bem. Jesus, o rosto da misericórdia do Pai se faz próximo dos sofredores e nos revela o caminho da vida: superar toda a indiferença e amar a Deus e o próximo de todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e toda a força. A Eucaristia nos abra o coração à compaixão-misericórdia, que é o eixo fundamental para o seguimento de Jesus e do seu Evangelho. Acompanhemos a procissão de entrada cantando.

ATO PENITENCIAL

Presidente: Em nossa rotina diária, preocupados com nossos compromissos materiais, esquecemos de olhar para os que estão ao nosso lado necessitando da nossa ajuda. Em nossa indiferença, ignoramos tantos irmãos e irmãs invisíveis e desprezados nos quais Jesus está realmente presente. Pela nossa falta de misericórdia e solidariedade, e juntos confessemos os nossos pecados. Confesso a Deus...

 

GLÓRIA

Animador: Louvemos o Senhor por tantos gestos de amor doação em favor da justiça, da vida e da dignidade de todas as pessoas, cantando.

 

LITURGIA DA PALAVRA

Primeira Leitura: Dt 30,10-14

Salmo Responsorial: Humildes, buscai a Deus e alegrai-vos: o vosso coração reviverá!

Segunda Leitura: Cl 1,15-20

Evangelho: Lc 10,25-37

 

REFLEXÃO

- Quem é o meu próximo? Quem são os assaltados em sua dignidade humana e jogados à beira do caminho nos dias de hoje? Como você costuma agir: como o sacerdote, ou o levita, ou como o samaritano e o hospedeiro? Você já passou pela experiência de ser aquele que está necessitado, que espera o socorro de alguém? Quando você ajuda alguma pessoa, você o faz por amor a Deus e com o amor de Deus?

- As leituras nos apresentam o mandamento que nos identifica como seguidores de Jesus Cristo, e condição para recebermos como herança a vida eterna: o Amor. “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda sua mente; e a seu próximo como a si mesmo”. A primeira leitura nos afirma que este mandamento não é difícil demais nem está fora do nosso alcance. Porém, para vivê-lo, é preciso deixar de lado nosso orgulho, nossas arrogâncias e as preocupações que se apoderam de nosso coração. O nosso amor a Deus se mede pelo amor que tivermos por todo aquele que de nós precisar. Para amar de verdade, são indispensáveis a humildade e a compaixão, que são como dois condutores da eletricidade do amor, que acendem a luz do nosso coração e nos fazem enxergar o rosto de Deus no irmão que sofre. Quem não é capaz de socorrer os necessitados mostra que tem o coração petrificado, mergulhado nas trevas e carece de conversão.

- Amar o próximo é acolher a quem necessita de uma palavra de conforto, de esperança, é ouvir suas angustias, envolver-se com ele, estender-lhe a mão e dar-lhe seu coração. Isto é misericórdia, o “outro nome de Deus” como diz o saudoso Papa Francisco. Na Parábola do Bom Samaritano, nós podemos encarnar a figura do sacerdote e do levita, quando vivemos uma religião intimista, vertical, desencarnada da realidade, indiferente, e insensíveis fechamos nosso coração aos feridos, assaltados em sua dignidade e em seus direitos, jogados à beira do caminho. Por outro lado, podemos e devemos ser como o peregrino, que, ao ver o ferido, suas entranhas se comoveram, sem conhecer a vítima e a razão por se encontrar neste estado, imediatamente cuidou com a ternura de alguém que cultiva em seu coração o sentimento mais nobre e edificante que pode habitar o coração humano: o amor incondicional. Por vezes, podemos ser o necessitado, o ferido, o enlameado, necessitado da ajuda, do consolo, da misericórdia, que é o mais eficaz lenitivo para nossas dores. Não somos os únicos na face da terra, não somos autossuficientes, pois sempre estaremos precisando de alguém para nos ajudar. Em qualquer situação em que nos encontrarmos, como necessitados ou como colaboradores, somos convocados pelo Senhor Jesus a amar o nosso próximo como a nós mesmos. Às vezes nós ajudamos às pessoas e as socorremos por obrigação ou a contragosto, porém a própria Palavra do Evangelho nos esclarece: o próximo é aquele que usou de misericórdia para com o necessitado, assaltado em sua dignidade, excluído, jogado à beira do caminho. Agir com misericórdia é fazê-lo por amor a Deus e acolher a miséria do outro com o mesmo amor de Deus e não somente com o nosso amor imperfeito, muitas vezes interesseiro.

- Vivemos num país, numa sociedade do endeusamento do mercado financeiro, da idolatria mais violenta, indecente e mortal, que é a idolatria do dinheiro – deus insaciável, que petrifica corações, anestesia almas e esteriliza mentes, exigindo e impondo incontáveis sacrifícios humanos no altar da humanidade. Amar o verdadeiro Deus Amor, misericordioso e libertador, é o único caminho para mudar esta lógica perversa. A amor a Deus e ao próximo é a nossa carteira de identidade humana e cristã.

- É na família, que aprendemos a sermos solidários, compassivos, acolhedores e na comunidade temos a oportunidade de demonstrarmos o nosso amor a Deus, através dos serviços, juntos de mãos dadas com os que sofrem, erguendo-os para que sigam a caminhada para a qual foram chamados a este mundo, que é viver digna e intensamente, construído o reino de Deus, agidos com o mesmo amor de Deus.

 

PRECES DA COMUNIDADE

Presidente: Ao Senhor, compassivo e misericordioso, com humildade e gratidão, presentemos nossas preces, pedindo: Dai-nos, Senhor, um coração misericordioso!

1 - Pela Igreja, para que viva e testemunhe o amor e a solidariedade aos excluídos do banquete da vida e da dignidade, construindo, assim a verdadeira paz, pedimos.

2 - Para que nossos governantes tomem decisões que promovam a justiça, a partilha, a paz e a vida do povo, pedimos.

3 - Por todos nós, para que, através do dízimo, da solidariedade e partilha fraterna, participemos da manutenção da nossa Igreja em sua missão evangelizadora e libertadora, pedimos.

4 - Por todos os irmãos que necessitam de ajuda para terem o necessário para viver, para que encontrem acolhida e o carinho merecido, pedimos.

 

OFERTÓRIO

Animador: Diante de tantos irmãos necessitados de ajuda, encontramos irmãos que acolhem seu “próximo” e lhe oferecem abrigo, alimento e lhe devolvem o respeito e a dignidade. A vida e o trabalho desses irmãos colocamos sobre o altar como oferta ao Senhor, cantando.

 

COMUNHÃO

Animador: Quem é meu próximo? Somos cristãos que caminham ao encontro dos irmãos para juntos testemunhar o amor e a misericórdia do Senhor partilhando o pão da inclusão e da vida. Cantemos.

 

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