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Liturgia do Quarto Domingo da Quaresma

por João Romanini

Jesus, o rosto da misericórdia do Pai.

Foto: Divulgação

QUINTO DOMINGO DA QUARESMA – 06/04/2025

Jesus, o rosto da misericórdia do Pai.

 

ACOLHIDA

Animador: Irmãos e irmãs, bem-vindos! É tempo de celebrar a misericórdia que o Senhor nos oferece. Somos convocados a viver a experiência do perdão, e da Fraternidade e Ecologia Integral, no resgate do sonho de Deus, que é a perfeita harmonia com toda a criação a qual ele contemplando, "viu que tudo era muito bom". Com o coração aberto para cuidarmos com determinação da nossa Casa Comum, a Irmã e Mãe Terra, acompanhemos a procissão de entrada, cantando.

 

ATO PENITENCIAL

Presidente: Deus nos ama tanto que nos enviou seu Filho para nos libertar. Hoje, Ele nos chama a viver a mesma missão salvadora. Repensemos nossas ações e reconheçamos nossas culpas, cantando.

 

LITURGIA DA PALAVRA

Primeira Leitura: Is 43,16-21

Salmo Responsorial: "Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!"

Segunda Leitura: Fl 3,8-14

Evangelho: Jo 8,1-11

 

REFLEXÃO

- A liturgia deste quinto domingo da Quaresma insiste no perdão e na misericórdia, mostrando que devemos perdoar e dar nova chance, nova oportunidade àqueles que cometeram pecado e se arrependeram, porque Deus faz isso conosco todos os dias, e é somente através do perdão que conseguiremos reverter situações de pecado e de erro.

- A primeira leitura apresenta esse Deus amoroso e misericordioso, que se compadece do sofrimento de seu povo e que o liberta para a vida. Uma vez libertado, não se deve ficar preso ao passado, pois, remexer as coisas passadas, é sinal de que não perdoou. O importante é saber que Deus tem feito coisas novas, tem nos dado novas oportunidades, aberto novos caminhos, e esses devem ser trilhados com alegria como Peregrinos de Esperança, sem que o passado interfira no presente e no futuro. Quem tem dificuldade de esquecer os erros e os sofrimentos do passado mostra que tem dificuldade de perdoar, e quem tem dificuldade de perdoar não é uma pessoa totalmente livre e feliz, pois há sempre um “monstro” do passado torturando o presente. Quem consegue perdoar e se perdoar, consegue ver que Deus tem aberto caminhos no deserto de sua vida e rios na terra seca de seu mundo, porém nós nem sempre percebemos este agir de Deus, porque ficamos presos aos acontecimentos desagradáveis do passado. Para sermos verdadeiramente livres e viver as coisas de Deus, é preciso acolher o seu perdão, perdoar a quem magoamos, ou prejudicamos, pedindo com sinceridade o seu perdão; e reconhecendo, humildemente nossa fragilidade, perdoando-nos à nós mesmos. Sem estes três passos do perdão, a pessoa não se sente totalmente livre e redimida.

- No evangelho, Jesus, no monte das oliveiras, havia se encontrado com o Pai, e cheio do Espírito Santo voltou para o templo, lugar de ensinamentos, de catequese, e ele não perdia nenhuma oportunidade de ensinar. Os doutores da lei e os fariseus, que se consideravam perfeitos cumpridores da lei, encarnando a postura de juízes que julgam e condenam sem piedade, apresentam-lhe uma mulher pega em flagrante adultério. O adultério, naquele tempo, era crime passível de apedrejamento em praça pública. A mulher foi colocada no meio deles, no centro das atenções, de modo que fosse extremamente humilhada. Visando pegar Jesus em contradição, exigem dele uma posição. Hoje, há quem se preocupe mais em julgar e condenar do que com o perdão e a misericórdia. E há ainda os que se acham donos da verdade, puros, perfeitos, “católicos de verdade”. Diante da insistência deles, Jesus se levanta e dá o veredicto que calou a boca daqueles que estavam julgando e condenando a mulher e querendo prejudicar Jesus. Ele diz: “Quem de vocês não tiver pecado, atire nela a primeira pedra”. Será que se nós fizéssemos sempre esta pergunta, teríamos coragem de condenar alguém?

- Jesus nos mostra que o que recupera os pecadores não é a condenação, mas o amor. Somente o amor mostra o caminho, a direção e faz com que a pessoa deixe o caminho do erro, pois a amor é educativo, devolve a dignidade perdida. Ao perdoar a mulher, Jesus possibilitou que os outros a perdoassem também, e fez com que a própria mulher se perdoasse a si mesma, pois ir e não pecar mais significa conversão, mudança de vida e a concretização das três etapas do perdão.

- Para viver esta verdadeira experiência do perdão, da conversão, o caminho é ter Cristo como meta e direção de nossa vida. Ele deu o exemplo supremo de amor e pediu que fizéssemos o mesmo.

 

PRECES DA COMUNIDADE

Presidente: Após cada pedido, supliquemos: "Pai de misericórdia, atendei nossa prece!"

1)  Pelo Papa Francisco, pastor do imenso rebanho, a humanidade, e todos ministros ordenados, para que, fortalecidos pela oração, sejam exemplos de fé a todos que buscam conversão, rezemos.

2) Pelos governantes e sociedade, para que desenvolvam e sigam políticas públicas coerentes a serviço da conversão e da promoção da vida, rezemos.

3) Por todos nós, para que o espírito quaresmal inspire a conversão e misericórdia entre irmãos, rezemos.

4) Para que a Campanha Fraternidade mova a fraternidade e o perdão, favorecendo o harmonioso convívio com nossos irmãos, irmãs e nossa Irmã e Mãe Terra, rezemos.

 

OFERTÓRIO

Animador. Junto ao pão e vinho, ofereçamos os frutos das ações que promovem a misericórdia, a conversão e a fraternidade, cantando.

 

COMUNHÃO

Animador: Somos convidados a alimentarmo-nos daquele que veio redimir a humanidade e toda a criação. Participemos deste encontro cantando.

 

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