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Bancada gaúcha muda de perfil e amplia espaço da direita na câmara

por João Gabriel Nunes

Das 31 cadeiras destinadas ao Estado, 21 deputados foram reeleitos

A eleição de 2026 provocou uma importante mudança na composição da bancada do Rio Grande do Sul na Câmara dos Deputados. Das 31 cadeiras destinadas ao Estado, 21 deputados foram reeleitos, enquanto dez não estarão na próxima legislatura. O resultado mantém boa parte dos atuais parlamentares, mas altera de forma significativa a correlação de forças entre os partidos, em renovação nominal chega a 32,3 %

O principal destaque é o crescimento do PL, que passa a ser a maior bancada gaúcha, com oito deputados eleitos. Na atual legislatura, o partido tinha uma representação menor. O avanço ocorre acompanhado de mudanças partidárias e da entrada de novos nomes, consolidando o espaço da direita na representação do Estado.

O PT, por outro lado, terá cinco cadeiras, contra seis na atual composição eleita em 2022. A redução é de 16,7% na representação do partido. Ainda assim, a legenda permanece como uma das principais forças da bancada, ao lado de seus aliados da federação com o PCdoB.

O Progressistas também ganha força: passa de três para quatro deputados, um crescimento de 33,3%. O MDB mantém três cadeiras, enquanto Podemos, PSD e Republicanos ficam com duas cada.

Outra mudança importante é a saída de algumas legendas que tinham representação na atual legislatura. PSDB, PSB e Cidadania deixam de ter cadeiras entre os eleitos de 2026, enquanto partidos como Novo, PDT, União, PCdoB e PSOL mantêm presença, embora com apenas uma cadeira cada.

A eleição também revela uma renovação considerável. Apesar de 21 dos 31 eleitos serem reeleitos, 10 nomes não retornarão à Câmara a partir de fevereiro de 2027, o que representa uma renovação de aproximadamente 32,3% da bancada. Em sentido inverso, 67,7% dos deputados eleitos terão continuidade no mandato.

O resultado reforça, portanto, uma tendência de deslocamento da bancada gaúcha para a direita, principalmente pelo crescimento do PL e do Progressistas. Ao mesmo tempo, o centro mantém uma presença relevante, enquanto a esquerda, embora perca espaço em relação à composição anterior, continua com uma bancada expressiva.

A mudança fica ainda mais evidente quando se observa o desempenho individual: Maurício Marcon (PL) foi o deputado mais votado do Estado, com 379.834 votos, seguido por Fernanda Melchionna (PSOL), com 280.262.

Assim, mais do que uma simples renovação de nomes, a eleição de 2026 produz uma mudança na correlação política da bancada gaúcha em Brasília, com o PL assumindo a liderança numérica e os partidos de direita e centro-direita ampliando sua participação.

MAURÍCIO MARCON (PL) - 6,22% dos votos válidos (379.834 votos)
FERNANDA MELCHIONNA (PSOL) - 4,59% dos votos válidos (280.262 votos)
GIOVANI CHERINI (PL) - 3,83% dos votos válidos (234.171 votos)
RONY GABRIEL (PODE) - 3,66% dos votos válidos (223.643 votos)
ALCEU MOREIRA (MDB) - 3,56% dos votos válidos (217.208 votos)
MARIA DO ROSARIO (PT) - 2,84% dos votos válidos (173.788 votos)
AFONSO HAMM (PP) - 2,50% dos votos válidos (152.762 votos)
ANY ORTIZ (PP) - 2,48% dos votos válidos (151.433 votos)
PEDRO WESTPHALEN (PP) - 2,10% dos votos válidos (128.095 votos)
COVATTI FILHO (PP) - 2,02% dos votos válidos (123.360 votos)
OSMAR TERRA (PL) - 1,91% dos votos válidos (116.647 votos)
DAIANA SANTOS (PCdoB) - 1,87% dos votos válidos (114.315 votos)
BOHN GASS (PT) - 1,82% dos votos válidos (111.196 votos)
DANRLEI (PSD) - 1,72% dos votos válidos (105.079 votos)
MARCELO MORAES (PL) - 1,69% dos votos válidos (103.292 votos)
DENISE PESSÔA (PT) - 1,65% dos votos válidos (100.893 votos)
LUCAS REDECKER (PSD) - 1,63% dos votos válidos (99.817 votos)
MARCON (PT) - 1,63% dos votos válidos (99.566 votos)
JESSÉ SANGALLI (PL) - 1,55% dos votos válidos (94.625 votos)
GUSTAVO VICTORINO (REPUBLICANOS) - 1,55% dos votos válidos (94.428 votos)
VALDECI OLIVEIRA (PT) - 1,53% dos votos válidos (93.419 votos)
DIOGO SIQUEIRA (PL) - 1,52% dos votos válidos (93.067 votos)
FELIPE CAMOZZATO (NOVO) - 1,39% dos votos válidos (85.167 votos)
POMPEO DE MATTOS (PDT) - 1,37% dos votos válidos (83.934 votos)
CARLOS GOMES (REPUBLICANOS) - 1,35% dos votos válidos (82.245 votos)
JUVIR COSTELLA (MDB) - 1,28% dos votos válidos (77.933 votos)
BIBO NUNES (PL) - 1,21% dos votos válidos (74.207 votos)
PERONDI (PL) - 1,21% dos votos válidos (73.974 votos)
BUSATO (UNIÃO) - 0,98% dos votos válidos (60.127 votos)
SERGIO ZAMBIASI (PODE) - 0,74% dos votos válidos (44.929 votos)
VILMAR ZANCHIN (MDB) - 0,66% dos votos válidos (40.406 votos)

Texto: João Gabriel Nunes/Tua Rádio Cristal
Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

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