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Secretaria da Saúde investirá R$ 315 mil em atendimentos psicossociais, em Caxias do Sul

por Luan Varela

Um dos convênios já está firmado com a Associação Mão Amiga, que atenderá moradores de Galópolis e Vila Cristina atingidos pelos graves eventos climáticos de 2024

Foto: SMS/Divulgação

A Secretaria da Saúde, já está executando parte dos recursos garantidos por meio de uma portaria do Estado autorizando o repasse financeiro aos municípios atingidos pelos eventos climáticos de chuvas intensas ocorridos no RS em 2024 e que se encontravam em calamidade pública ou situação de emergência na ocasião. Os valores chegam a R$ 315 mil e serão destinados à contratação de mais equipes multiprofissionais de saúde mental na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A verba estava perdida, mas foi recuperada graças a ações de gestores e servidores da Saúde do Município e da 5ª Coordenadoria Regional da Saúde (5ª CRS).

Parte dos investimentos já tem destino, após publicação extra do Diário Oficial do Município desta quarta-feira (29/07), destinando R$ 65.492,00 para a Associação Mão Amiga realizar ações comunitárias nos bairros Galópolis e Vila Cristina, contemplando trabalhos coletivos, territoriais intersetoriais e atendimentos em saúde mental, conforme necessidades identificadas durante a execução do projeto. A verba restante, R$ 250 mil, será aplicada futuramente em mais ações também voltadas à saúde mental.

A parceria com o Mão Amiga chegará aos dois locais mais atingidos pelos eventos climáticos extremos há dois anos. A iniciativa busca atender às consequências emocionais e sociais deixadas pela calamidade, ampliando o acesso ao cuidado em saúde mental por meio de ações integradas com a rede pública. O plano de trabalho foi construído a partir da constatação de que, embora Caxias do Sul disponha de uma rede estruturada de atendimento em saúde mental, os impactos provocados exigem uma intervenção temporária, territorializada e voltada às necessidades das comunidades atingidas, garantindo as diretrizes da Portaria 300/2024.

As ações possuem diferentes frentes. Dentre elas, a mobilização comunitária, a busca ativa junto às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), rodas de conversa, grupos terapêuticos, oficinas e atividades coletivas, além de intervenções em escolas e ações de fortalecimento das redes comunitárias e intersetoriais. O público contemplado será formado por moradores que sofreram perdas materiais, deslocamentos ou outras situações de sofrimento relacionadas à catástrofe, além de famílias atingidas direta ou indiretamente pelos eventos, pessoas identificadas com necessidades em saúde mental e grupos comunitários dos territórios atendidos. Também participarão das ações profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS), educadores e lideranças comunitárias, fortalecendo a integração entre os diferentes serviços.

Situações que demandem acompanhamento individualizado podem ser identificadas. Nesses casos, serão realizados atendimentos especializados em saúde mental pela equipe técnica do Mão Amiga, incluindo acompanhamento psicológico e, quando necessário, com psiquiatra, sempre em articulação com a rede municipal de Saúde.

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