Segurança alimentar: Brasil é o único país capaz de suprir demanda global por alimentos, avalia supervisor do Senar-RS
Baixar ÁudioO Brasil assume papel central no abastecimento mundial, em um cenário onde a população deve crescer mais 3 bilhões de pessoas nas próximas décadas
O supervisor do Senar-RS, Eduardo Condorelli, participou da programação da Tua Rádio Cacique e destacou que o Brasil assume papel central no abastecimento mundial, em um cenário onde a população deve crescer mais 3 bilhões de pessoas nas próximas décadas. Segundo ele, o planeta dobrou o número de habitantes em meio século e, além disso, mais da metade vive hoje em áreas urbanas, o que significa que cada vez menos pessoas produzem o próprio alimento e o consumo per capita aumenta. Diante disso, apenas o país dispõe de fronteira agrícola, clima, solo e cultura produtiva suficientes para responder à demanda crescente, posição que confere importância estratégica ao agronegócio brasileiro.
Condorelli alertou também para os desafios climáticos que exigem resiliência da produção. No Rio Grande do Sul, eventos extremos têm se tornado mais frequentes, com impacto direto no calendário de plantio e na produtividade. Como caminhos, ele citou a necessidade de ampliar a irrigação e recuperar a prática de construção e conservação de perfis de solo, garantindo estrutura mínima para as plantas em períodos de escassez hídrica. O supervisor ressaltou que o produtor rural enfrenta pressão dupla: custos de insumos em alta e preços de venda definidos pelo mercado global, sem poder repassar integralmente os valores ao consumidor.
Sobre o mercado interno e externo, Eduardo Condorelli reforçou que a exportação é fundamental para gerar emprego e renda, já que o consumo interno é limitado pela população e pela renda per capita ainda baixa. Ele defendeu ainda a qualificação da mão de obra e a elevação da produtividade como caminho para melhorar os salários e tornar o alimento mais acessível. Concluiu observando que a redução da jornada de trabalho, sem ganho de produtividade, pode elevar custos e reduzir o poder de compra da população no longo prazo.
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