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Polícia Civil desarticula quadrilha de abigeatários e prende três suspeitos em Vacaria

por Julia Rodrigues

A corporação ressalta que o número de abigeatos atribuídos ao grupo pode ser maior, devido à dificuldade de obtenção de provas nesse tipo de investigação.

Foto: Divulgação

A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha suspeita de praticar abigeato em Vacaria, Muitos Capões e Monte Alegre dos Campos. As investigações, conduzidas pela Delegacia de Polícia de Vacaria, por meio da Seção de Investigações, com participação da DRACO de Vacaria, resultaram no indiciamento e na prisão preventiva de três homens, de 41, 24 e 19 anos. Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas foram suficientes para que a Justiça decretasse as prisões, que serão mantidas durante o andamento do processo.

O principal investigado, de 41 anos, morador do bairro Vitória, possui extensa ficha policial. Conforme a Polícia Civil, o histórico inclui 29 indiciamentos por furtos qualificados, dois roubos à mão armada, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e receptação, entre outros registros. Ele também respondeu por homicídio qualificado, mas foi absolvido pelo Tribunal do Júri. As investigações apontam que, inicialmente, ele praticava furtos em propriedades rurais, buscando armas, roçadeiras, motosserras e defensivos agrícolas. Posteriormente, teria passado a atuar regularmente no abigeato, que se tornou sua principal atividade criminosa. Há registros de indiciamentos por crimes em Ipê, Campestre da Serra e Caxias do Sul.

A Polícia Civil atribui ao trio seis furtos de animais registrados entre novembro de 2025 e maio de 2026. Os casos ocorreram em Muitos Capões, Vacaria e Monte Alegre dos Campos. Conforme a investigação, os suspeitos invadiam propriedades rurais, cortavam cercas e abatiam os animais com disparos, utilizando uma carabina calibre .22 equipada com silenciador. As partes principais eram retiradas e a carneação concluída em uma propriedade ligada ao principal investigado, com posterior comercialização.

A corporação ressalta que o número de abigeatos atribuídos ao grupo pode ser maior, devido à dificuldade de obtenção de provas nesse tipo de investigação. Os três suspeitos presos preventivamente por abigeato estão recolhidos em casas prisionais da Serra.

 

Informações: Polícia Civil

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