VISATE encaminha revisão tarifária para 2018 e sugere tarifa de ônibus de R$ 4,41
Como alternativa, a concessionária envia opções para baixar o preço final do novo cálculo tarifário
A VISATE encaminhou o pedido de revisão da tarifa, para vigorar no ano de 2018, na sexta-feira, 08 de dezembro. O valor que deve ser definido pela Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM) considera fatores como: a queda histórica no número de usuários, os aumentos nos preços dos insumos ocorridos desde o último cálculo tarifário, a incidência de Dissídio Coletivo da Categoria com data-base em 01 de janeiro, o impacto das gratuidades e a renovação da frota em operação. Considerando estes itens o cálculo prevê um valor de R$ 4,41.
Foram encaminhados à SMTTM todos os dados de 2017, como determina a planilha GEIPOT, ferramenta utilizada para calcular a tarifa, conforme prevê o Edital de Licitação e o Contrato de Concessão. Como alternativa, a VISATE encaminhou, também, dados para um cálculo tarifário com redução do preço final aos usuários, que basicamente consiste na racionalização dos serviços executados em 8%. O objetivo é equilibrar oferta e demanda, considerando que houve 23% de redução no número de passageiros nos últimos quatro anos.
O valor alternativo é de R$ 4,02 e na proposta, consta um aumento na idade média na frota, dos atuais 5 anos, para 5,5 anos, contemplando a compra de 30 novos ônibus e não 57, como seriam necessários. Este cálculo alternativo inclui também a isenção do ISS sobre o serviço de transporte coletivo urbano (2%), possibilitando um menor valor de tarifa para a população.
Além disso, a VISATE propõe a revisão de todas as gratuidades, a flexibilização do trabalho dos cobradores nos ônibus, com a utilização deles nas linhas e horários necessários, a critério do Órgão Gestor e a criação de um subsídio ao TCU, visando o barateamento do preço final aos usuários.
Segundo o diretor geral da VISATE, Gustavo Marques dos Santos, as medidas alternativas são necessárias para que o preço da passagem do transporte coletivo urbano não atinja valores incompatíveis com a capacidade de pagamento dos usuários. “A VISATE busca o equilíbrio econômico-financeiro previsto no contrato de concessão para possibilitar a qualidade dos serviços aos clientes”, justifica.
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