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Plano de Mobilidade de Marau entra na fase de diagnóstico e terá cronograma de nove meses

Baixar Áudio por Ana Lúcia Jacomini

Estudo prevê levantamento de dados, participação da comunidade e definição de ações para o trânsito e transporte da cidade

Jean Muniz, diretor de Trânsito; Camila Agostini, secretária de Planejamento e Vinícius Riberio, arquiteto urbanista
Foto: Julia Berghetti Xavier/Tua Rádio Alvorada

A atualização do Plano de Mobilidade Urbana de Marau entrou na fase de diagnóstico e levantamento de dados, etapa que integra um cronograma de trabalho previsto para nove meses. O estudo está sendo conduzido por equipe técnica especializada e deve resultar em um conjunto de ações voltadas à organização do deslocamento na cidade. Em entrevista à Tua Rádio Alvorada, o arquiteto e urbanista Vinícius de Thomasi Ribeiro, da empresa GO Arquitetura, Mobilidade e Planejamento, explicou que o trabalho começou com a coleta de informações e análise do funcionamento atual da mobilidade urbana no município.

Segundo ele, o plano segue uma metodologia semelhante à de um diagnóstico médico, em que primeiro é preciso compreender o problema para depois propor soluções. “Neste momento estamos na fase de levantamento de dados e diagnóstico. É quando analisamos leis, projetos existentes, observamos o comportamento dos deslocamentos na cidade e registramos as situações de campo para entender como as pessoas e os veículos se movimentam”, afirmou.

Após essa etapa inicial, o estudo avançará para a construção das propostas. Conforme Ribeiro, os meses de junho e julho devem ser dedicados à elaboração de soluções, que posteriormente serão apresentadas à comunidade para avaliação e sugestões. “Depois do diagnóstico, começamos a propor alternativas e a comunidade poderá colaborar, fazer críticas e apontar melhorias para que o plano seja construído de forma coletiva”, destacou.

Entre os primeiros dados levantados pela equipe técnica, o estudo aponta que cerca de 60% dos deslocamentos em Marau são realizados por automóvel, enquanto aproximadamente um quarto ocorre a pé, de bicicleta ou por transporte coletivo. Para o urbanista, o plano busca reorganizar essa lógica e ampliar o olhar sobre a mobilidade. “Quando pensamos em mobilidade, a primeira prioridade precisa ser a pessoa. Depois vêm os deslocamentos não motorizados, como caminhada e bicicleta, e só depois os modos motorizados”, explicou.

Ao final do processo, o Plano de Mobilidade deverá apresentar um conjunto detalhado de ações para a cidade, incluindo mudanças viárias, organização do transporte coletivo e melhorias na infraestrutura de circulação. “O plano vai indicar exatamente quais medidas precisam ser adotadas, onde devem ocorrer e em que prazo, seja a curto, médio ou longo prazo, além de estimar os custos para que o município possa planejar os investimentos”, concluiu Ribeiro. 

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