CPERS convoca mobilização contra terceirização na educação nos dias 16 e 23 de julho
Baixar ÁudioA categoria também denuncia a sobrecarga de trabalho e o excesso de atividades burocráticas que afastam os professores da função principal
O presidente do 25º Núcleo do CPERS/Sindicato, Joarez Lorenson, fez um alerta à comunidade escolar e à população da região sobre a implantação de parcerias público-privadas e terceirização de serviços nas escolas estaduais. Segundo ele, embora a medida esteja prevista inicialmente para 98 unidades da Grande Porto Alegre e outras regiões, o risco de chegar também a Lagoa Vermelha e aos 13 municípios de abrangência do núcleo é real. “Muitos acham que não vai nos atingir, mas a perspectiva do governo é essa. É uma questão de tempo até chegar ao interior”, afirmou.
A categoria também denuncia a sobrecarga de trabalho e o excesso de atividades burocráticas que afastam os professores da função principal: o ensino. “Muitos acumulam carga horária em duas ou três escolas e passam mais tempo preenchendo planilhas do que levando conhecimento aos alunos. O resultado é o aumento de profissionais afastados por problemas de saúde”, explicou Lorenson. Apesar disso, as escolas devem funcionar normalmente nos dias de mobilização, marcados para 16 e 23 de julho, já que a maioria dos docentes mantém suas obrigações. Os atos contam principalmente com a participação de aposentados e funcionários da educação.
No dia 16, a concentração será em Passo Fundo, em frente ao Banrisul, e também nas sedes das Coordenadorias Regionais de Educação da região. Já no dia 23, data que estava marcada para a efetivação do modelo de gestão privada, acontece o ato principal. O sindicato reivindica que a educação, assim como a saúde, é uma função essencial do Estado, e que a terceirização visa apenas formar mão de obra para o mercado, sem garantir formação ampla e igualitária.
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