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Pepe Vargas debate reforma da Previdência com trabalhadores de Veranópolis e região

por Marco Aurélio Santana
Foto: Divulgação

O deputado Pepe Vargas (PT-RS) esteve em Veranópolis, na Serra Gaúcha, nesta quarta-feira (1º). No final da tarde, conversou e distribuiu material explicativo aos trabalhadores de três empresas sobre a reforma da Previdência. À noite participou da audiência pública promovida pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Bento Gonçalves (STIMMME) e dos Trabalhadores da Construção Civil e do Vestuário de Veranópolis.

A atividade faz parte da agenda de trabalhos que o deputado vem desenvolvendo para alertar os trabalhadores sobre os riscos de retirada de direitos caso a reforma seja aprovada. Pepe explicou que a proposta do governo torna praticamente impossível aos brasileiros se aposentarem recebendo o salário integral. “Um agricultor ou agricultora que tem menos de 45 anos ela e 50 ele, só vão se aposentar aos 65 anos com um salário mínimo. Serão 10 anos a mais de trabalho para mulher e 5 a mais para o homem. Considerando o salário mínimo atual, num prazo de 15 anos, deixará de entrar na economia desta família quase 200 mil reais. Imagine isto multiplicado aos milhares na nossa região, quanto dinheiro deixará de entrar nas economias das cidades”, exemplificou.

Pepe também lembrou que a proposta do governo acaba com a aposentadoria especial. Um metalúrgico ou metalúrgica que trabalhem há 25 anos em atividade prejudiciais à saúde, por exemplo, que tenham 50 anos de idade, hoje têm direito a pleitear a aposentadoria especial que, neste caso, de sempre terem sido metalúrgicos, terá salário de benefício de 100%. “Com a nova regra, estes trabalhadores teriam de trabalhar até os 55 anos e a remuneração de sua aposentadoria seria de apenas 81% do salário de benefício. E o cálculo levará em conta todas as contribuições e não apenas as 80% melhores”, alertou.

Pepe aproveitou para provar com números que não é verdadeiro o argumento do governo de que a Previdência é deficitária. “A Previdência integra o sistema de Seguridade Social, que engloba a Previdência, Assistência Social e Saúde, estabelecido pela Constituição. Ao somar os recursos do sistema, sobra dinheiro para aposentadorias justas. Em 2014, sobrou R$ 55,7 bilhões e, em 2015, R$ 11,2 bilhões. Ou seja, a propaganda do governo quer enganar a classe trabalhadora e a sociedade, ao mostrar só uma parte do orçamento”, argumentou.

Ao final, Pepe conclamou a todos os trabalhadores que mobilizem outros amigos e familiares a pressionarem os deputados e senadores para que não aprovem essa reforma que só prejudicará a classe trabalhadora, especialmente os que ganham menos. “É preciso que todos se organizem e pressionem os deputados para que essa proposta não seja aprovada”.

Fonte: Assessoria de Imprensa Deputado Pepe Vargas (PT-RS)


 

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