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Golpistas se passam por Oficiais de Justiça no WhatsApp e usam dados reais para enganar vítimas no RS

por Alice Corrêa

Tribunal alerta para novo golpe que usa “notificação urgente” e link falso para capturar senhas e instalar vírus no celular.

Foto: DICOM TJRS

Várias Comarcas do Rio Grande do Sul têm registrado denúncias de pessoas que receberam mensagens no WhatsApp enviadas por alguém que se apresenta como Oficial de Justiça. De acordo com o Serviço de Inteligência do Judiciário (SIJ), trata-se de um golpe que utiliza engenharia social para roubar dados — como logins, senhas e informações bancárias — e pode instalar programas maliciosos no celular da vítima.

Os golpistas enviam mensagens com tom de urgência e aparente credibilidade, afirmando haver uma “notificação extrajudicial urgente” a ser cumprida. Para aumentar a sensação de legitimidade, incluem dados reais da pessoa, como nome completo, endereço e números de documentos.

A armadilha se concretiza quando a vítima pressiona o botão “acessar notificação”. Ao fazer isso, pode ser direcionada a um site de captura de dados, que imita páginas oficiais, mas serve unicamente para viabilizar a fraude.

O Tribunal de Justiça do RS reforça que links enviados por Oficiais de Justiça NUNCA remetem a sites de terceiros. Os acessos oficiais são exclusivamente para páginas do próprio Tribunal, como acompanhamento processual ou plataformas de audiência. Qualquer mensagem fora desse padrão deve ser tratada como suspeita.

O que fazer ao receber mensagens desse tipo

• Duvide da urgência: notificações judiciais não são enviadas via WhatsApp ou SMS de forma imediatista. A Justiça segue procedimentos formais.
• Cheque por conta própria: não utilize os contatos fornecidos na mensagem, pois eles podem levar novamente ao golpista. Busque o telefone do Fórum apenas no site oficial do Tribunal.
• Desconfie de “assinatura digital” via link: portais governamentais devem ser acessados diretamente no navegador, digitando o endereço oficial.

Se você clicou no link ou forneceu dados

• Isole o dispositivo: desligue Wi-Fi e dados móveis imediatamente.
• Altere senhas: use outro aparelho seguro para trocar todas as senhas de e-mail, redes sociais e contas bancárias.
• Contate seu banco: informe a fraude e solicite bloqueio da conta, além de tentar a recuperação dos valores por mecanismos como MED ou contestação de Pix. Guarde capturas da conversa e dados da transferência.
• Registre ocorrência: a denúncia ajuda a mapear e combater o cibercrime. Procure a Polícia Civil presencialmente ou use o registro online.

O Tribunal reforça que a orientação principal é nunca clicar em links enviados por supostos agentes públicos via aplicativos de mensagem e sempre confirmar informações por canais oficiais.

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio São Francisco

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