“O tabagismo não é algo resolvido”, diz pneumologista criador do Projeto Fumo Zero
Luiz Carlos Corrêa da Silva concedeu entrevista na Tua Rádio São Francisco e reiterou que vício é considerado uma pandemia pela OMS
Neste sábado (29) lembramos o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data foi instituída pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) em 1986 para chamar a atenção e combater o vício que é um problema de saúde pública. Neste ano o tema da campanha é Tabagismo e coronavírus (Covid-19). Isso porque o tabagismo também é considerado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem papel de destaque no agravamento da pandemia de Covid-19, já que é fator de risco para transmissão do vírus e para o desenvolvimento de formas mais graves da doença.
Durante entrevista na Tua Rádio São Francisco, o médico pneumologista e idealizador do Projeto Fumo Zero da Associação Médica do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Corrêa da Silva, afirmou que é preciso que o Poder Público, os médicos e a sociedade como um todo promovam ações para combater o tabagismo. “Tínhamos na década de 1980, cerca de 35% da população adulta que fumava; hoje é em torno de 9%. Não temos dúvida de que no Brasil houve uma redução importante. Mas, o tabagismo não é algo resolvido, é algo que está sendo controlado muito aos poucos. No Brasil, ainda são 20 milhões de pessoas que fumam. Então temos que ter a preservação de ações que já foram tomadas para controle, além de novas ações”, salientou.
O especialista também destacou que nos dias atuais estão surgindo novos formatos de distribuição do tabaco como os cigarros eletrônicos que têm grande adesão, principalmente entre a população jovem. “A indústria interesseira em vender já não está mais pensando no cigarro convencional. Ela está pensando no tabaco aquecido, no cigarro eletrônico que são outros meios até de introduzir dizendo que não fazem mal ou que fazem menos mal que o cigarro. Mas, como diz a expressão, lobo não vira cordeiro, então quando a indústria do tabaco tem certos direcionamentos, temos sempre que ficar com os olhos abertos porque coisa boa não vem daí”, destacou.
Ainda durante entrevista, o médico deu dicas para quem quer parar de fumar. Ouça a entrevista completa AQUI.
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