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Vereadora de Caxias do Sul propõe que Setembro Amarelo se torne Lei no município

por José Theodoro

Paula Iores (PSDB) quer chamar atenção da população e órgãos públicos para a prevenção ao suicídio

A vereadora Paula Ioris (PSDB) de Caxias do Sul, quer instituir o Setembro Amarelo, que visa chamar atenção para a prevenção ao suicídio. O projeto de lei 49/2017, recentemente protocolado pela vereadora, no Legislativo caxiense, vem oficializar em nível de município e com status de lei, ao que já vem sendo feito anualmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou a partir de 2015 o Setembro Amarelo, como o mês internacional de prevenção do suicídio. A cor amarela tem como objetivo chamar a atenção de todos para esta causa que é o suicídio e principalmente dizer que é possível prevenir, buscando perceber a dor do outro, nos ouvindo mais, dando mais espaço para conversar abertamente sobre a prevenção e as consequências do suicídio.

Ela convoca a população para “usar e abusar” da cor amarela no mês de Setembro! Iluminar e colorir de amarelo casas e ruas, redes sociais, chamar a atenção para a prevenção do suicídio. Na sessão ordinária desta quarta-feira, 24, a parlamentar foi à tribuna, de onde relatou análises estatísticas. Só o primeiro trimestre de 2017, em Caxias do Sul, já registra dez mortes e 37 tentativas de suicídios. Contou que 2016, no município, o total ficou em 28 casos de óbitos e 191 tentativas.

A parlamentar mencionou dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelos quais nove em cada dez situações poderiam ser evitadas. Afirmou que entre 1980 e 2014, no Brasil, a taxa de suicídio, proporcionalmente ao número populacional, cresceu na ordem de 27%. Disse que o volume coloca o país na oitava colocação, entre as nações das Américas. Referiu que, em 2000, no mundo, um milhão de pessoas se suicidaram.

No mundo a cada 40 segundos, alguém se suicida e na faixa dos 15 aos 35 anos de idade, é a terceira causa de morte. “A evolução dos índices corrobora o erro de entendimento, de que, ao não se divulgar, a prática seria coibida. Pelo contrário, devemos alertar a população para que outros suicídios sejam evitados”, ponderou Paula.

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