Cresce taxa de mortalidade infantil em Guaporé
Nasceram 294 crianças em 2015 no município. Destas, três morreram com menos de um ano de vida
Foto: Mariana Carlesso/SES
A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul divulgou, no começo do mês de abril, em cerimônia no Palácio Piratini, o índice da taxa de mortalidade infantil dos 496 municípios. O Estado registrou a menor taxa da história, com 10,1 mortes para cada mil nascimentos. Em 2000, a taxa era de 15,1. O coeficiente de mortalidade infantil (CMI) é medido pelo número de óbitos de crianças ocorridos antes de um ano de idade. Porém, se no Estado o número apresentou queda, o mesmo não pode se dizer de Guaporé.
Em 2015, nasceram 294 crianças e houve o registro de três óbitos, totalizando um coeficiente de 10,2. No ano passado o coeficiente era de 3,3, com 307 nascidos e um óbito. Em 2013, Guaporé registrou 260 nascimentos e seis mortes de crianças com menos de um ano, o que totalizou o pior índice dos últimos anos com 21,4 no coeficiente. Nos anos de 2012 e 2011, o registro foi de três mortes, para cerca de 530 nascimentos. Nos municípios pesquisados da região, 11, dos 15, não registraram óbito de crianças menores de um ano de idade. O pior coeficiente (142,9) foi registrado em Fagundes Varela. Houve 14 nascimentos e duas mortes.
Durante a solenidade, o Governador José Ivo Sartori falou que este é o resultado de uma construção histórica e que serve de exemplo para todos os municípios.
“Reduzir a mortalidade infantil no estado e certificar municípios e coordenadorias regionais de saúde por suas ações é reconhecer o esforço para qualificar o atendimento e capacitar o setor”, destacou. O governador também salientou que o trabalho que vem sendo desenvolvido no estado é motivo de orgulho para todos e que “uma sociedade desenvolvida tem que ter uma boa organização na saúde”, afirma.
Segundo o Governo Gaúcho, as principais causas de óbito infantil estão relacionadas com a prematuridade, as infecções, as malformações congênitas e asfixia perinatal. A redução do coeficiente de mortalidade infantil do estado superou inclusive a meta pactuada dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que pretendia alcançar um CMI de 15,7 em 2015, em nível nacional.
Para se ter uma ideia, na década de 1970, o Estado perdia 50 crianças a cada mil nascimentos. Nas décadas de 1980 e 1990, todos os esforços se concentraram na redução das doenças diarréicas e respiratórias, e o coeficiente foi reduzido para 16 óbitos.
| Município | Nascimento | Óbitos | Coeficiente |
| Anta Gorda | 60 | 0 | 0,0 |
| Casca | 77 | 1 | 13,0 |
| Cotiporã | 35 | 0 | 0,0 |
| Dois Lajeados | 25 | 2 | 80,0 |
| Fagundes Varela | 14 | 2 | 142,9 |
| Guaporé | 294 | 3 | 10,2 |
| Montauri | 16 | 0 | 0,0 |
| Nova Araçá | 77 | 0 | 0,0 |
| Nova Bassano | 88 | 0 | 0,0 |
| Paraí | 72 | 0 | 0,0 |
| São Valentim do Sul | 22 | 0 | 0,0 |
| Serafina Corrêa | 208 | 3 | 14,4 |
| União da Serra | 4 | 0 | 0,0 |
| Vespasiano Corrêa | 11 | 0 | 0,0 |
| Vista Alegre do Prata | 10 | 0 | 0,0 |
Comentários