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Seis áreas de caxias do sul estão em "alerta" contra o Aedes Aegypti com a chegada do calor

por Agnaldo Borges de Souza

Vigilância Ambiental alerta que seis regiões da cidade apresentam risco de infestação do mosquito da dengue

Foto: Gisele Nozari

Com a aproximação dos dias mais quentes, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Caxias do Sul intensifica o alerta contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. De acordo com o terceiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2025, realizado em novembro, seis regiões do município foram classificadas em estado de alerta devido à presença do vetor. O LIRAa é uma ferramenta essencial que, através de visitas sorteadas em toda a cidade, identifica focos de larvas e orienta as ações de combate.

Os dados mais recentes revelam que, em apenas uma semana de novembro, os agentes de combate às endemias realizaram 8.959 visitas a residências sorteadas. Das 16 regiões de Caxias do Sul analisadas, seis apresentaram amostras positivas de Aedes aegypti. A região do Desvio Rizzo apontou o maior Índice de Infestação Predial, atingindo 0,5%. Outros bairros com índices elevados incluem Vila Romana, Santa Fé, Vila Ipê, Charqueadas II e Reolon. A cidade, como um todo, está classificada em nível de risco médio (0,0% a 0,9%) pelo LIRAa, exigindo atenção contínua para prevenir uma epidemia.

A médica veterinária Delvair Fátima Zortéa da Silva, da Vigilância Ambiental em Saúde, sublinha a urgência de eliminar os possíveis criadouros, chamados de "áreas quentes". Segundo a especialista, o objetivo da atividade é alertar a população e permitir o tratamento — mecânico e biológico — para que a infestação não aumente, principalmente porque o ciclo de desenvolvimento do mosquito se acelera com as temperaturas elevadas. A Vigilância Ambiental em Saúde já contabilizou um total de 156.739 visitas a imóveis, incluindo levantamentos LIRAa e pontos estratégicos, ao longo de 2025.

Para conter a proliferação do Aedes aegypti, a SMS reforça que a colaboração da comunidade é fundamental. As medidas de prevenção incluem ações simples, mas vitais, dentro dos imóveis, como limpar e escovar semanalmente os recipientes de água de animais, recolher o lixo e eliminar os pratinhos de plantas. Além disso, é crucial tampar as caixas d’água, limpar as calhas e armazenar pneus inservíveis em locais secos ou encaminhá-los à Central de Armazenamento de Pneus Inservíveis (Capi) da Codeca.

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