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Em oito meses, focos da dengue crescem 100% na cidade de Caxias do Sul

Baixar Áudio por Rodrigo Fischer

Maioria dos criadouros é encontrada em residências

Registro do primeiro caso de dengue importado de outro estado brasileiro
Foto: Prefeitura de Caxias do Sul/Divulgação

No Brasil, os casos de dengue cresceram quase 600% neste ano, conforme dados do Ministério da Saúde divulgados na última semana. Em Caxias do Sul, elevaram os focos do mosquito transmissor da doença. Comparado ao ano passado, a cidade registrou um aumento de 100% na descoberta de criadouros do inseto.

Em oito meses, a Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) encontrou 34 focos do Aedes aegypti, enquanto no ano passado foram registrados 17 locais com o mosquito. Para a médica-veterinária do órgão fiscalizador, Delvair Zórtea da Silva, esse crescimento se deve a chegada de muitas pessoas para Caxias do Sul, que trazem o inseto de suas viagens para outros estados. “A gente percebe que vem aumentando a infestação no Rio Grande do Sul e no Brasil como um todo. Não ficaria diferente em Caxias do Sul, porque temos a chegada de muitos veículos na cidade que podem estar trazendo o mosquito.”, coloca.

Residências colaboram para o resultado

O que colabora para esse crescimento são os lares caxienses, onde se localizam a maioria dos focos da dengue. Neste ano, a fiscalização da Vigilância Ambiental achou 24 criadouros em residências da cidade. Esse problema também se viu no ano passado, quando a maioria dos criadouros foi registrada nas casas das pessoas. Conforme Delvair, o mosquito encontra nesses locais a escuridão e o sombreamento, por causa dos móveis da casa, além de uma fonte de alimento, que é o sangue humano. “O mosquito gosta de locais sombreados e escuros. Dentro das nossas residências, atrás de armários ou embaixo de mesas, temos um local propício para a vivência deles, além de existir a presença do sangue humano para a maturação dos ovos. Isso também comprova que os lares do município possuem muitos recipientes com água parada.”, ressalta.

Pneus e caixas d’água são os principais abrigos

Nas fiscalizações do setor, em 2019, o que eles mais encontraram foram criadouros em pneus e caixas d’água, que correspondem a 35% dos locais nos quais os mosquitos se abrigam. A médica-veterinária ressalta que os dois objetos são ideais para a proliferação do inseto, uma vez que são escuros, úmidos e acumulam muita água parada. “Na questão dos pneus, o mosquito vê um lugar escuro, áspero e, de qualquer forma que a pessoa guarde se não for a um local coberto, acaba acumulando água. Então, muitas vezes, as pessoas não vêm que um pneu jogado no quintal é um risco altíssimo para a proliferação da dengue”, destaca. E sobre a questão das caixas d’água, ela aborda que “as pessoas buscam muito esses objetos para a coleta da água da chuva para outros fins a não ser de consumo humano, porém não se deve esquecer-se de telar esses locais, pois o mosquito acaba se desenvolvendo.”.

Uma vez por semana olhe possíveis focos

Ela ainda dá dicas de como evitar focos do Aedes aegypti. “Como o ciclo de desenvolvimento do mosquito é de 7 a 9 dias, as pessoas necessitam olhar, uma vez por semana, locais que possam ter possíveis focos, como verificar se a caixa d’água está aberta, recolher recipientes jogados no quintal e colocar no lixo, olhar as calhas para observar se não há acumulação de água, acomodar pneus em locais cobertos e, ainda, recomenda-se a retirada do pratinho dos vasos de flor.”, detalhou.

Neste ano, os locais que apresentaram mais criadouros do mosquito da dengue foram o bairro Esplanada (7), o Loteamento Alvorada (7) e o bairro Centenário (5). Para denunciar esses casos, basta ligar no Alô Caxias pelo telefone 156 e realizar a notificação.

(Ouça a notícia abaixo do título da matéria).

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