Arcebispo Dom Rodolfo Luís Weber visita o Presídio Estadual de Guaporé
Além do sistema prisional, religioso, acompanhado do Pároco Pe. Pedro Nierotka, esteve no Lar da Criança Primo e Palmira Pandolfo
No Ano Santo da Misericórdia, instituído pelo Papa Francisco em 2015 e que se estenderá até o dia 20 de novembro, a Pastoral Carcerária de diversas arquidioceses e dioceses gaúchas está em busca do construir uma sociedade sem violência e que o apenado, aquele que está privado da liberdade atrás das grades, possa receber o perdão e a misericórdia.
Dentro deste pensamento e trabalho que estão sendo desenvolvidos, o Arcebispo da Arquidiocese de Passo Fundo Dom Rodolfo Luís Weber, acompanhado do Pároco da Paróquia Santo Antônio de Guaporé Pe. Pedro Nierotka, do coordenador arquidiocesano da Pastoral Carcerária Vinícius Toazza, da coordenadora da Pastoral Carcerária de Passo Fundo Vera Lúcia Dalzotto, da representante da Pastoral Carcerária de Guaporé Ana Paula Gallon Vieira e da coordenadora da Cáritas Guaporé Maria de Lurdes, esteve visitando e levando uma palavra de fé para os 153 apenados que estão cumprindo pena no sistema prisional guaporense.
Durante a permanência, a comitiva foi recepcionada pela direção do Presídio Estadual de Guaporé e pelos agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE) que buscaram passar a realidade dos que estão encarcerados, sejam eles dos regimes fechado, semiaberto e aberto. Posteriormente, todas as salas e também as galerias (celas) foram visitadas por Dom Rodolfo e demais membros. Todos os apenados foram receptivos, recebendo a benção e ouvindo sobre o trabalho realizado pela Pastoral Carcerária.
“O ser humano por natureza, por causa do pecado, é limitado. Por isso mesmo a chance de incorrer no erro é grande. Vamos conseguir reduzir isso quando nos cuidarmos. Então a sociedade pune quem erra com mais profundidade. Tem normas, assim como a própria Igreja que é feita de pessoas tem normas, tem regras, e quem erra deve assumir o erro. Inclusive a punição, o castigo é uma forma de correção. Porém, a finalidade da prisão não é apenas punir, é uma dimensão. A finalidade é mudar a vida dessa pessoa para que ela possa sair ressocializada. Nesse sentido a religião tem um espaço importante e necessário. Quando vistamos os presos, não estamos batendo palmas para o mal que fizeram e nem estamos dizendo que eles precisam ser punidos. O que queremos é a conversão deles e a mudança de vida. Quando eles saírem de trás das grades, que não voltem a cair no mesmo caminho”, destacou Dom Rodolfo.
As visitas são realizadas de 15 em 15 dias aos domingos no horário das 8h30min e a equipe que leva uma palavra de esperança aos apenados faz um revezamento para bem servir a todos. O coordenador da Pastoral Carcerária de Guaporé é Ramon Moraes Mora. Para Dom Rodolfo, o sistema prisional, como sociedade, pune bem e basta visitar um presídio para analisar a situação. Num espaço de 10 m2 há pelo menos 18 apenados
"O que nós fizemos muito mal e somos campeões nisso é a ressocialização, a formação e a mudança de mentalidade desse apenado. Então, visitar os presídios numa misericórdia, é dizer assim, ‘preso nós acreditamos em você agora, você também tem que fazer a sua parte e mudar’. Nós oferecer a presença da Igreja, o evangelho, para que você mude de vida e volte a conviver com a sociedade de vez”, salientou.
O Arcebispo Dom Rodolfo, além da visita em Guaporé, está realizando um roteiro em todas as casas prisionais da Arquidiocese de Passo Fundo. Para se ter uma ideia, no Rio Grande do Sul existem mais de 100 presídios. Neles há, aproximadamente, 33 mil homens presos e quase duas mil mulheres.
Lar da Criança
Durante a estada na “Capital da Hospitalidade”, o religioso acompanhou de perto o trabalho desenvolvido no Lar da Criança Primo e Palmira Pandolfo, sendo recepcionado pelos integrantes da direção, voluntários, funcionários e meninas assistidas.
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