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Entidades de comunicação católicas planejam estratégias para o próximo triênio

por José Theodoro

Encontro da Signis Brasil e Rede Católica de Rádio aconteceu esta semana em Vila Flores

Primeira fila - frei João Carlos Romanini – presidente da Signis Brasil e Alessandro Gomes Radialista e coordenador da Rede Católica Espírito Santo. Segunda fila - Padre Sérgio Gheller - financeiro Signis Brasil, Padre Eduardo Dougherty – Vice president
Foto: Divulgação

Estiveram reunidos nos dias 3, 4 e 5, de janeiro, na Pousada dos Capuchinhos em Vila Flores, as diretorias da Signis Brasil e Rede Católica de Rádio (RCR), para analisar a conjuntura e os caminhos a serem seguidos na formação de um grande processo de comunicação da Igreja no Brasil. Nesses três dias de encontro, foi feito um planejamento das ações concretas para os próximos três anos das duas entidades. São projetos que vislumbram três áreas de atuação dos veículos de comunicação católicos: conteúdos, organização e missão.

Uma das ações diz respeito a um congresso de comunicação de rádio católico do Brasil, que deve acontecer no final de março. A ideia é refletir a situação do rádio pertencente às congregações religiosas, com as emissoras que copõem e as emissoras que ainda não fazem parte. Outro aspecto é que foi costurado o plano trienal das duas entidades (Signis Brasil e RCR), principalmente nos projetos do papa Francisco, de ter uma comunicação voltada para uma igreja em saída, ou seja, ir ao encontro das pessoas, estar inserida na realidade da igreja no Brasil, juntamente com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Segundo o presidente da Signis Brasil, frei João Carlos Romanini, tem uma infinidade de projetos que serão desmembrados nas três áreas; conteúdos, organização e missão, que é própria da Signis Brasil, já desenvolvem na sustentabilidade, organização interna e ação juntamente com a RCR. São trabalhos tanto no Brasil como na América Latina. Nesse sentido serão desenvolvidas parcerias em comunhão com outras entidades. Uma delas é a Rede Eclesial Pan-Amazônica, que é um dos projetos que as duas entidades terão um olhar especial da igreja, na realidade da Amazônica, a respeito da ecologia e consequentemente do bioma. Será desenvolvida uma comunicação para os biomas e como a igreja atua nessa área no Brasil. “Então é uma caminhada conjunta com as linhas de ação da igreja e nós como os grandes portadores da própria comunicação do papa Francisco, somos leais ao grande mestre que dá a unidade em toda a caminhada”, disse Romanini.

As entidades querem ainda utilizar os potenciais digitais, formando uma plataforma, principalmente na comunicação da igreja, na potencialização dos conteúdos produzidos  pelas redes de rádio, televisão, impressos e pelos próprios portais de comunicação. O objetivo é fazer uso da internet, principalmente na organização de pautas em conjunto para temas relevantes, a fim de evitar um jornalismo óbvio, que simplesmente denuncia, mas não investiga e não aprofunda. Com isso, pretende-se fazer com que todo esse conteúdo de rede católica, ganhe relevância a partir das plataformas. Romanini afirma que tem uma série de estudos no programa para se realizar e potencializar dentro desse novo tempo da comunicação que está acontecendo, com a migração do sistema de rádio  AM para o FM, a crise do impresso e a própria desconfiança da internet, onde há dúvida do que é verdade ou não.

O frei garante que vai ser provocada uma grande reflexão neste sentido, para que se faça uma comunicação da verdade, ética e justiça e não simplesmente um denuncismo que não leva a nada. “Nós queremos construir comunidade, construir comunhão, ir ao encontro daquilo que o próprio papa Francisco nos desafia em ter uma igreja em saída, temos que ser comunicadores para uma igreja em saída. Temos que redimensionar e repensar, isso está dentro do projeto das duas entidades. Temos ainda o desafio da sustentabilidade dos veículos de comunicação da igreja”, avalia. Neste sentido Romanini entende que se vive um novo tempo e uma nova forma de fazer comunicação, por isso a Signis Brasil e RCR, precisam fazer também uma reflexão de como auxiliar na sustentabilidade dos veículos de comunicação, usando os recursos e aparatos tecnológicos que se dispõe.

Na opinião do presidente da Signis Brasil, hoje vivemos sob o paradigma das redes e por isso, não somos indivíduos solitários, cada vez mais há a necessidade de fazer parcerias para ser construtor de redes. Entende-se que há um grande número de jornalistas e produtores católicos e o objetivo é potencializar esse conteúdo, que é considerado qualificado, mas que por vezes acaba não ganhando a dimensão merecida. As duas entidades entendem que o caminho é potencializar as redes, esse conteúdo produzido por profissionais em comunhão com a missão da igreja. É construir relações de parcerias numa igreja que tem uma diversidade de áreas de abrangência, mas que todos possam trabalhar de forma conjunta e distribuindo conteúdos.

RCR – Segundo a presidente da RCR, Ângela Moraes, a avaliação do encontro é muito positiva na medida em que as duas entidades conseguiram um projeto de triênio de ações para melhorias, expansão e agregação de todos os meios de comunicação da igreja católica. “Hoje dentro das comunicações da igreja católica no Brasil, são as duas instituições organizadas. Somos em seis na diretoria e temos idades diferentes, formações diferentes e experiências diferentes, então é uma diversidade em comunhão. Conseguimos encaminhar projetos e eu saio dessa reunião com muita vontade de trabalhar em conjunto. Um dos grandes desafios é trabalhar a regionalização do rádio no Brasil, dentro da perspectiva da migração para um mundo digital. É um desafio que abraçamos há muito tempo e agora vamos caminhar para a execução desse projeto na rádio difusão brasileira”, finaliza.

Ângela entende que as os veículos de comunicação da Igreja Católica tem vários carismas diferentes, o que é uma realidade muito interessante por estar nas mãos das congregações, das instituições e das associações e que as levam muito a sério, esse papel de comunicadores. Para ela, aí está o grande papel da Signis Brasil e RCR que é fazer a articulação dessa unidade, mesmo dentro de tanta adversidade, o que não significa ser concorrentes. “Nós somos congêneres e em muitos momentos trabalhamos em conjunto nos projetos nacionais para verbalizar, propagar e difundir através do rádio, do impresso, TVs e portais da internet, nossa missão. Analiso como forma positiva e inclusive outros países da América Latina nos olham como modelo, uma vez que o Brasil é um continente. Vejo com bons olhos, trabalhar juntos pode até demorar um pouco para se realizar, mas se realiza e os frutos são muitos bons”, conclui.

Estiveram reunidos, Frei João Carlos Romanini – presidente da Signis Brasil; Alessandro Gomes Radialista e  coordenador da Rede Católica Espírito Santo; Padre Sérgio Gheller  - financeiro  Signis Brasil; Eduardo Dougherty – Vice presidente da Signis Brasil;   Ir Osnilda Lima  secretaria da Signis Brasil jornalista e coordenadora de comunicação da Rede Eclesial Pan Amazônica  e Angela  Moraes - Presidente da Rede Católica de rádio e da  rede Milícia Da Imaculada.

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio São Francisco

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