Vereadora critica atraso em obra do Centro de Bem-Estar Animal e questiona aumentos nas contas de luz
Daiane Mello (PL) cobrou explicações sobre a demora na construção do espaço e pediu esclarecimentos à RGE sobre reajustes considerados excessivos por consumidores
O atraso para o início das obras do Centro de Bem-Estar Animal de Caxias do Sul foi alvo de críticas da vereadora Daiane Mello (PL) durante o grande expediente da sessão ordinária desta terça-feira (12). Da tribuna, ela fez um resgate do histórico do projeto, iniciado em 2019, e apontou que, passados seis anos, o espaço ainda não saiu do papel.
Segundo a parlamentar, a primeira licitação foi lançada em 2019, mas a Prefeitura desistiu do empreendimento em 2020 alegando falta de recursos. Em 2021, apresentou-se a proposta de um Parque Municipal de Proteção Animal, com definição da área em 2022, após consulta pública e aprovação de permuta pela Câmara. Apenas em maio de 2024 foi aberta nova licitação para a construção do Centro, com ordem de início assinada em agosto do mesmo ano. Em março de 2025, contudo, o Executivo informou que seria necessário relançar a licitação, pois o custo superava o limite orçamentário.
Daiane exibiu no plenário um vídeo de campanha do atual prefeito, Adiló Didomenico (PSDB), no qual a obra é destacada, e afirmou que a situação configura “estelionato eleitoral”. Ela disse ter visitado o local e constatado que a área segue ocupada por lavouras. A vereadora também criticou a não divulgação da empresa vencedora da obra, que, segundo o previsto, deveria ter sido anunciada em 5 de agosto. O vereador Zé Dambrós (PSB) informou que o edital retificado foi publicado no mesmo dia da sessão e que a escolha da construtora deve ocorrer em breve.
Além do tema, Daiane apresentou, junto de outros sete parlamentares, o requerimento 83/2025, aprovado por unanimidade, solicitando esclarecimentos à Rio Grande Energia (RGE) sobre aumentos considerados abusivos nas contas de luz de julho, com vencimento em agosto.
O documento aponta que dezenas de consumidores têm relatado alta expressiva nos valores, sem mudança significativa no consumo. A vereadora e os demais signatários destacam que, embora o inverno aumente o uso de aquecedores, as baixas temperaturas já vinham sendo registradas desde junho, e que nem as bandeiras tarifárias nem os reajustes previstos (de 10% a 14%) justificariam as elevações percebidas. As perguntas enviadas à RGE incluem se houve autorização de reajuste pela ANEEL, alterações na metodologia de leitura ou eventuais erros de cobrança.
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