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Para Simon, impeachment de Collor 'virou juizado de pequenas causas depois do Mensalão’

por Noele Scur

Peemedebista palestrou para empresários nesta segunda-feira em Caxias do Sul

Ex-senador defende pressão nas ruas para melhorar a sociedade
Foto: Foto: Julio Soares/Divulgação

Alto número de partidos, eleições proporcionais, coligações, troca de cargos.  Os itens foram fortemente criticados pelo ex-senador, governador, deputado e vereador caxiense Pedro Simon. Nesta segunda-feira (05), aos 85 anos o peemedebista palestrou para empresários da cidade durante reunião-almoço na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul.

O ex-senador demonstrou entusiasmo com as manifestações previstas para o próximo dia 12. Sobre a corrupção, ele afirmou que os motivos que levaram ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor, iriam para o juizado de pequenas causas depois do que o Brasil presenciou com o Mensalão. Simon considerou a lei da Ficha Limpa a melhor lei que o Congresso já aprovou e defendeu reforma profunda na vida institucional do país. Após mais de uma hora de palestra, o caxiense arrancou aplausos, de pé, dos mais de 150 presentes no encontro.

Temer para presidente - Para jornalistas, Simon, admitiu que o PMDB está longe do que era o ‘seu MDB’. “Eles sabem que sou contrário a eles. Acho a desmoralização de um partido como o MDB por quatro eleições se trocar por meia dúzia de cargos”, disse. Simon confirmou que gostaria de ver o partido com candidato próprio nas eleições para presidente e que o vice, Michel Temer, seria o nome mais indicado. Segundo o peemedebista, ‘Temer está resolvendo muito da crise’. Questionado sobre o vice não ter participado das decisões de maior importância ao lado da presidente Dilma, Simon afirmou que nas decisões de governo, 'só o PT’ decide. “O PMDB entra na hora da festa e de sair na fotografia’, disse.

Dilma sem forças - Para o ex-senador, a presidente Dilma Rousseff começou bem no primeiro mandato fazendo a conhecida ‘faxina’ nos ministérios mas, depois, não teve força política, já que ‘nunca mandou no PT’. “Ela se dobrou, se entregou, mas tenho que fazer justiça nesse sentido porque ela tentou. Ou se entregava ou caia fora”, disse.

Simon entende que e a saída para o Brasil é cada organização pleitear suas lutas e fazer pressão nas ruas. Simon não foi reeleito senador nas últimas eleições após 65 anos de vida pública e 63 anos de mandatos ininterruptos. Ele deixou o cargo no Congresso no mesmo dia em que completou 85 anos, em 31 de janeiro de 2015.

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