Grupo de trabalho irá discutir situação dos índios em Caxias do Sul
Um encontro nesta terça-feira (24), na Prefeitura de Caxias, reuniu representantes da prefeitura, Ministério Público Federal (MPF), Fundação de Assistência Social (FAS) e Fundação Nacional do Índio (Funai).
O secretário municipal de Segurança Pública e Proteção Social, José Francisco Mallmann, explicou como funciona a Operação Centro Limpo e prestou esclarecimentos sobre a confusão envolvendo guardas municipais e índios numa abordagem feita no último sábado (21). Ele ressaltou que os trabalhos têm como foco o combate ao comércio de produtos sem procedência, independente de quem esteja vendendo.
Integrantes do Ministério Público Federal apresentaram um documento que regulamenta a atividade dos índios no centro de Caxias. O parecer foi emitido em 2014 num acordo feito com a comunidade caingangue, município, MPF e Funai. O acordo especifica cinco pontos ao longo da Avenida Julio de Castilhos em que os índios podem vender produtos. No entanto, não especifica que tipo de itens podem ser comercializados. Por isso, a secretária de Urbanismo, Mirangela Rossi, propôs a revisão do documento. Isso deve ser feito dentro de um grupo de trabalho que será coordenado por ela.
Num segundo momento da reunião, os índios foram convidados a participar do debate. Eles vão integrar o grupo de trabalho que será composto também pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego; FAS; Secretaria Municipal de Segurança Pública e Proteção Social; Funai; e MPF. Além disso, a prefeitura de Farroupilha será convidada a participar, já que essa comunidade caingangue vive no município vizinho. Enquanto a atividade não é revista, a prefeitura de Caxias vai cumprir o primeiro acordo estabelecido e os índios poderão voltar a vender nas calçadas. No entanto, eles terão que estar identificados com crachás. A relação com os nomes de todos que vão trabalhar no centro da cidade será repassada à prefeitura para cadastro. A mercadoria apreendida no último sábado já foi devolvida pela Secretaria de Urbanismo à família.
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